Associação Juntos pela Vida

1. Passa hoje, 28 de Junho, mais um ano sobre o primeiro Referendo Nacional em que os portugueses manifestaram a sua oposição à proposta de liberalização do aborto em Portugal.

2. Fiéis ao compromisso então assumido as associações que ao tempo organizaram a campanha do Não, são hoje entidades activas de apoio a famílias, grávidas e crianças. E o seu testemunho de trabalho social e solidário tem desencadeado novas iniciativas. Esta é uma segunda e enorme vitória sobre as forças de pressão pro-aborto, que nunca quiseram descer ao terreno e ajudar efectivamente quem diziam defender.

3. A nossa intervenção tem procurado promover a maternidade sempre como um facto positivo e mesmo fundamental para o normal desenvolvimento do nosso país e não como uma “doença” como muitos a querem tratar.

4. Apraz-nos registar que o actual Governo Constitucional assumiu como fundamento da sua política a promoção da família enquanto elemento fundamental da sociedade moderna. Algumas medidas anunciadas são prenúncio de uma alteração significativa da mentalidade negativa que vigorou ao longo dos últimos anos: a consideração da maternidade para efeitos de tempo de reforma, a discriminação positiva a favor das grávidas e pais de filhos menores no Rendimento Social de Inserção, a proposta de Lei de Bases da Família em discussão na AR, são disso exemplo.

5. Contudo ainda está muito por fazer, nomeadamente ao nível da formação dos jovens. E há situações que importa mudar quanto antes!

6. As linhas orientadoras do Ministério da Educação para a Educação Sexual foram encomendadas pelo anterior Ministro à Associação para o Planeamento da Família, entidade publicamente pró-aborto e filial da IPPF, a maior ONG mundial pró-aborto. Mais, a APF dispõe ainda de um estatuto de quase exclusividade ao nível protocolar com o Ministério, formando formadores de acordo com a sua visão que não mereceu a aprovação dos portugueses em referendo. Trata-se de uma situação insustentável e que tudo faremos para ver alterada a curto prazo.

7. Em conclusão, podem os portugueses continuar a contar connosco e com o nosso trabalho (que tem de ser de todos) de promoção da maternidade, da família e do valor da Vida Humana, desde a concepção até à morte natural, como valor angular da nossa existência em sociedade.

Lisboa, 28 de Junho de 2002