Associação Juntos pela Vida

O ABSURDO DO FINANCIAMENTO DO ABORTO LIVRE PELO ESTADO

 

  1. Durante estas semanas de campanha, muitos cidadãos se nos têm dirigido, manifestando a sua indignação com a proposta de aborto livre até às10 semanas que será referendada no próximo dia 11 de Fevereiro.
  2. Outros manifestam-nos também a sua indignação com o inacreditável empenho do Senhor Ministro da Saúde em que haja mais abortos em Portugal, pagos pelo Estado e realizados em clínicas privadas.
  3. A carta que abaixo reproduzimos e na qual suprimimos todos os elementos susceptíveis de permitir a identificação das pessoas em causa é uma entre tantas outras dessas mensagens que vimos recebendo.
  4. Publicamo-la com o acordo do seu autor, cumprindo a nossa missão de esclarecimento e o nosso dever cívico de solidariedade e denúncia de situações injustas.
  5. Convidamos o Senhor Ministro da Saúde a dedicar o seu tempo a resolver os problemas reais dos portugueses, em vez de o perder a prosseguir uma política que os portugueses, no próximo dia 11 de Fevereiro, irão, uma vez mais rejeitar, votando Não à pergunta proposta.
  6. Este é o texto da carta recebida:

“De acordo com a política  já publicitada pelo Ministro da Saúde, se o "SIM" vencer o Referendo, o Estado terá dinheiro para financiar a prática do aborto livre e para apoiar as clínicas que implementarão a política abortista defendida pelo Primeiro-Ministro.

Mas esse mesmo Estado não tem, neste momento, verbas para a realização de actos médicos essenciais à sobrevivência de milhares de portuguesas e de portugueses. E a situação só tenderá a agravar-se.

Basta atentarmos num caso concreto.

A minha irmã foi operada a um tumor no cérebro em (data indicada), no Hospital (público).

Pela localização do tumor no hipotálamo, não foi possível fazer a excisão completa.
Foi então indicada para fazer radioterapia, no Hospital (público), no (concelho). A tecnologia aqui disponível apenas permite realizar radioterapia convencional, que lhe causará quase inevitavelmente cegueira, incapacitando-a para o trabalho e obrigando-a à reforma por invalidez.

Em Portugal, apenas numa clínica particular, (nome da clínica), existe Radioterapia Estereotáxica Fraccionada onde poderá fazer o tratamento, com menos riscos, e com mais possibilidade de sucesso.

O Hospital (público, onde foi operada) requereu então à clínica (nome da clínica) uma consulta, para que aqui se pudesse fazer o tratamento com esta técnica mais apropriada ao caso.

Mas três meses depois da cirurgia, por razões financeiras nem o Hospital (público) nem o Hospital (público) se dispõem a assinar o termo de responsabilidade, de modo a que os custos, nos termos da Lei de Base da Saúde, sejam custeados pelo Serviço Nacional de Saúde. Entretanto o tempo útil para se iniciar o tratamento na clínica (nome da clínica) esgota-se.

Se a minha irmã quisesse fazer um aborto, o Ministro da Saúde financiaria.
Como a minha irmã apenas quer salvar a vida para poder educar (indicação dos descendentes), o Ministro e o Primeiro-Ministro não têm dinheiro... Estarão a guardá-lo para as clínicas abortistas?

Conclui-se de tudo isto  que há dinheiro para promover a morte! Mas, não há dinheiro para salvar a vida de uma mulher portuguesa com duas crianças para criar!

Onde está então o respeito pela Mulher e pela Vida?”

  1. Que responde a isto o Senhor Ministro da Saúde?

Lisboa, 6 de Fevereiro de 2007

Os Juntos pela Vida

 

Notas para a comunicação social: 

  1. Oferecemo-nos para provar a veracidade desta missiva aos jornalistas que no-la solicitem, nos termos legais previstos para o segredo profissional e a protecção das fontes.
  2. Contacto para declarações: António Pinheiro Torres, 917233335 ou amptjr@esoterica.pt

    

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