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Associação
Juntos pela Vida
O ABSURDO DO FINANCIAMENTO DO ABORTO LIVRE PELO
ESTADO
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Durante estas
semanas de campanha, muitos cidadãos se nos têm
dirigido, manifestando a sua indignação com a
proposta de aborto livre até às10 semanas que
será referendada no próximo dia 11 de Fevereiro.
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Outros
manifestam-nos também a sua indignação com o
inacreditável empenho do Senhor Ministro da
Saúde em que haja mais abortos em Portugal,
pagos pelo Estado e realizados em clínicas
privadas.
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A carta que abaixo
reproduzimos e na qual suprimimos todos os
elementos susceptíveis de permitir a
identificação das pessoas em causa é uma entre
tantas outras dessas mensagens que vimos
recebendo.
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Publicamo-la com o
acordo do seu autor, cumprindo a nossa missão de
esclarecimento e o nosso dever cívico de
solidariedade e denúncia de situações injustas.
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Convidamos o
Senhor Ministro da Saúde a dedicar o seu tempo a
resolver os problemas reais dos portugueses, em
vez de o perder a prosseguir uma política que os
portugueses, no próximo dia 11 de Fevereiro,
irão, uma vez mais rejeitar, votando Não à
pergunta proposta.
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Este é o texto da
carta recebida:
“De acordo com a política já publicitada pelo
Ministro da Saúde, se o "SIM" vencer o Referendo, o
Estado terá dinheiro para financiar a prática do
aborto livre e para apoiar as clínicas que
implementarão a política abortista defendida pelo
Primeiro-Ministro.
Mas esse mesmo Estado não tem, neste momento, verbas
para a realização de actos médicos essenciais à
sobrevivência de milhares de portuguesas e de
portugueses. E a situação só tenderá a agravar-se.
Basta atentarmos num caso concreto.
A minha irmã foi operada a um tumor no cérebro em
(data indicada), no Hospital (público).
Pela localização do tumor no hipotálamo, não foi
possível fazer a excisão completa.
Foi então indicada para fazer radioterapia, no
Hospital (público), no (concelho). A tecnologia aqui
disponível apenas permite realizar radioterapia
convencional, que lhe causará quase inevitavelmente
cegueira, incapacitando-a para o trabalho e
obrigando-a à reforma por invalidez.
Em Portugal, apenas numa clínica particular, (nome
da clínica), existe Radioterapia Estereotáxica
Fraccionada onde poderá fazer o tratamento, com
menos riscos, e com mais possibilidade de sucesso.
O Hospital (público, onde foi operada) requereu
então à clínica (nome da clínica) uma consulta, para
que aqui se pudesse fazer o tratamento com esta
técnica mais apropriada ao caso.
Mas três meses depois da cirurgia, por razões
financeiras nem o Hospital (público) nem o Hospital
(público) se dispõem a assinar o termo de
responsabilidade, de modo a que os custos, nos
termos da Lei de Base da Saúde, sejam custeados pelo
Serviço Nacional de Saúde. Entretanto o tempo útil
para se iniciar o tratamento na clínica (nome da
clínica) esgota-se.
Se a minha irmã quisesse fazer um aborto, o Ministro
da Saúde financiaria.
Como a minha irmã apenas quer salvar a vida para
poder educar (indicação dos descendentes), o
Ministro e o Primeiro-Ministro não têm dinheiro...
Estarão a guardá-lo para as clínicas abortistas?
Conclui-se de tudo isto que há dinheiro para
promover a morte! Mas, não há dinheiro para salvar a
vida de uma mulher portuguesa com duas crianças para
criar!
Onde está então o respeito pela Mulher e pela Vida?”
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Que responde a
isto o Senhor Ministro da Saúde?
Lisboa, 6 de Fevereiro de 2007
Os Juntos pela Vida
Notas para a comunicação social:
-
Oferecemo-nos para
provar a veracidade desta missiva aos
jornalistas que no-la solicitem, nos termos
legais previstos para o segredo profissional e a
protecção das fontes.
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Contacto para
declarações: António Pinheiro Torres, 917233335
ou
amptjr@esoterica.pt
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