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Ano I, nº 3, Maio de 2000 |
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A PÍLULA DO DIA SEGUINTE
UMA ENTREVISTA DO "FACTOS DA VIDA" AO DR. VÍCTOR NETO
Nos
últimos tempos muitas notícias têm surgido na comunicação social sobre a
"chamada pílula do dia seguinte", começada a ser comercializada
entre nós há alguns meses. Entre argumentos confusos e frases ambíguas muitos
dos seus defensores têm tentado passar a ideia de que a dita pílula não é
abortiva. É falso: a pílula é abortiva pois pode causar a morte a um embrião
de poucos dias de vida. Para esclarecer o assunto, os Factos da Vida
entrevistaram o Dr. Víctor Neto, médico, especialista em Ginecologia/Obstetrícia.
Factos
da Vida - Era uma vez um espermatozóide e um óvulo... Pode-nos explicar
brevemente como começa a vida humana, os seus primeiros dias?
Dr.
Víctor Neto - O primeiro acto indispensável para que se forme um ser humano é
a fusão de duas células altamente especializadas, extraordinariamente dotadas
e teleologicamente estruturadas e programadas, chamadas gâmetas: o óvulo e o
espermatozóide.
Esta
fusão, ou seja, a fecundação, dá-se no terço externo da trompa de Falópio.
A partir deste preciso momento tem lugar um conjunto de actividades que
evidencia que os gâmetas já não actuam por si sós, mas constituindo um novo
sistema, uma unidade independente a que chamamos zigoto.
Esta
estrutura vai demorar, através da trompa, de 5 a 7 dias até chegar ao útero.
Para que isto aconteça sem haver como que uma rejeição por parte do organismo
materno a este novo e diferente ser, é necessário que haja desde muito cedo
uma informação no sentido de diminuir as defesas maternas, ou seja, uma certa
imunosupressão. Está na base desta actividade imunosupressora uma proteína
fabricada pelo zigoto chamada “factor precoce da gravidez”. Por volta do 10º
dia já está nidado, ou por outras palavras, já está implantado no útero
materno.
No
entanto, antes desta nidação, este novo ser humano já tinha uma identidade
genética própria, uma autonomia biológica, uma capacidade de diferenciação
e uma capacidade de diálogo com o organismo materno.
FdV
- Que caracteres futuros ficam definidos logo no momento da fecundação? Sexo,
cor do cabelo, altura...?
VN - O zigoto existe e actua, desde a fusão dos gâmetas como uma unidade, ou seja, como um ser ontologicamente uno. Outra característica é o facto de esta célula estar intrinsecamente orientada e destinada a uma evolução bem definida e precisa, devido ao genoma ou informação genética de que o zigoto está dotado.
Esta informação genética imprime ao zigoto uma identidade especificamente humana e uma identidade individual que o distingue de todos os demais zigotos humanos.
Está assim, como que escrito neste código, um plano rigorosamente orientado e intrinsecamente definido de um novo ser humano, que lhe confere um determinado corpo, com uma determinada figura humana (sexo, cor do cabelo, altura, etc.).
FdV - O
que é e como actua a chamada "pílula do dia seguinte" ou "da
manhã seguinte"?
VN - É como que um método “contraceptivo” particular, a ser utilizado como uma urgência, para evitar uma gravidez depois de uma relação sexual não protegida ou mal protegida, possivelmente fértil. Os promotores deste método propõem-no não como um método de uso regular mas sim, sempre como um recurso.
O mecanismo de acção deste tipo de metodologia, depende da altura do ciclo em que a mulher toma o produto.
Sendo assim, se o método for utilizado após a ovulação e dando-se a concepção, esta pílula vai actuar impedindo que o novo ser humano entretanto gerado tenha condições de nidar no útero materno, impedindo a continuação da gravidez. Se a pílula for tomada antes da ovulação existe a probabilidade de a impedir.
Do que foi afirmado anteriormente, resulta que a mulher está grávida a partir da concepção e não só a partir da nidação.
Um exemplo interessante é o caso de uma mulher estar e se dizer grávida, mesmo que tenha uma gravidez ectópica, ou seja, fora do útero (nas trompas, por exemplo).
No
entanto, para que este tipo de metodologia possa ter uma certa aceitação por
parte de uma grande parte da comunidade médica e público em geral, algumas
pessoas tentam definir o início da gravidez como a altura da nidação.
Dentro de muito pouco tempo, dado o facto de o embrião comunicar quimicamente com a mãe antes da nidação, vai ser possível fazer testes de gravidez antes da implantação ocorrer. Neste momento, os testes de gravidez só dão positivos a partir do momento da nidação, em que é possível detectar uma hormona produzida nesta altura, que é a gonadotrofina coriónica, na urina da mulher grávida ou no seu sangue.
FdV - Em
Julho de 1999, quando a Infarmed (um instituto do Ministério da Saúde) aprovou
a comercialização da "pílula do dia seguinte" sob a designação de
Tetragynon, foi repetidamente dito que esta não é abortiva pois a gravidez
começaria no momento da nidação (implantação no útero). Que comentário
lhe merece esta afirmação?
VN
- Como disse atrás, a gravidez inicia-se com a fecundação e não somente
quando o blastocisto (assim chamado o novo ser humano na altura da implantação),
chega ao interior do útero materno, nidando e dando continuidade a uma nova
fase da sua vida já começada cerca de dez dias antes.
Todos sabemos que, para os defensores do aborto livre, a batalha das dez semanas foi perdida. Com outra metodologia, mas com as mesmas intenções, estes mesmos defensores da tese anterior estão a tentar ganhar uma outra batalha: a batalha dos dez dias – a intenção última deste tipo de produto é impedir a viabilidade do novo ser humano, só que numa fase mais precoce.
FdV
- Faz sentido chamar à "pílula do dia seguinte" "contracepção
de emergência"?
VN
- Este tipo de pílula não actua em todos os casos
como anticonceptivo ou contraceptivo, na medida em que, na maior parte das vezes
em que é tomada, ou seja, em pleno período fértil, actua não inibindo a
ovulação mas após se ter dado a concepção.,
FdV
- Em sua opinião, a que se deve esse eufemismo de "contracepção de emergência"?
VN
- É de facto uma boa forma de se ultrapassar uma ideia desagradável – o
facto de poder induzir o aborto (embora numa fase mais precoce) – com uma
expressão bem mais suave, e portanto, mais bem aceite pelo público em geral.
FdV - O
que é o "consentimento informado"? Quais as suas consequências em
relação a esta matéria?
VN - O acto ou efeito de consentir que uma pessoa tome este tipo de produto, pode depender da forma como lhe seja informada a forma de actuação.
Na
minha opinião, nunca deve,
nestes casos, ser omitida a informação de que esta pílula não impede sempre
a concepção, independentemente de se considerar ou não o início da gravidez
como a altura da nidação.
FdV - Quais são os efeitos
secundários da "pílula do dia seguinte"?
VN
- Os principais efeitos secundários são as náuseas e os vómitos. O risco de
complicações vasculares (efeitos tromboembólicos) está ainda mal avaliado.
No entanto recomenda-se que mulheres com factores de risco tromboembólicos
pessoais ou familiares evitem a toma deste tipo de produtos. Estamos a falar
apenas em efeitos a curto prazo, sabendo também que parece não haver efeitos
teratogénicos (produção de malformações
no feto).
FdV - Os seus efeitos de
longo prazo são conhecidos? Quer contar-nos o caso do DES? Analogias...?
VN
- Não temos conhecimento deste tipo de estudos a longo prazo.
No
entanto recomenda-se às mulheres que optem por tomar estes produtos, que o façam
apenas como alternativa de último recurso.
Outro problema que estas drogas podem levantar, e que é
talvez o mais sério, é o facto de poderem originar mutações nas gerações
seguintes. O que é que isto significa? Significa que se uma mulher tomar certas
drogas para abortar, estas poderão provocar alterações cromossomicas, alterações
nos óvulos ou nos ovários que poderão não se manifestar durante três ou
quatro gerações.
Nos anos 40, nos Estados Unidos, os obstetras
usavam uma droga chamada DES-dietilestilbestrol. E usavam-na na convicção
errada de que, de algum modo, impedisse o aborto espontâneo. Por outras
palavras, se uma grávida chegasse ao médico com hemorragias, este
administrar-lhe-ia
DES, erroneamente convencido de que impediria que a gravidez se perdesse. Nos 30
anos seguintes ficámos a saber duas coisas: que a DES era ineficaz, ou seja,
que não tinha qualquer efeito no aborto espontâneo; e, mais importante ainda,
nas grávidas que tiveram um feto do sexo feminino, que tomaram DES, e que não
sofreram um aborto espontâneo mas conseguiram dar à luz a bebé, cerca de 15
anos depois estas raparigas tiveram o pior e mais agressivo tipo de cancro
vaginal e muitas delas morreram. É esta referência que se faz quando se fala
em mutações nas gerações seguintes: um efeito da droga que se pode
manifestar apenas 30, 40 ou mais anos depois. E nós não sabemos nada acerca
destes medicamentos que actualmente estão a ser utilizados para fazer abortos.
Eles não foram testados, não existindo estudos sobre os efeitos a longo prazo,
incluindo as gerações seguintes.
FdV - Que outras formas de "contracepção de emergência"
existem?
VN
- Uma outra forma de fazer a chamada contracepção de emergência, além dos métodos
contendo produtos hormonais, é com o DIU – dispositivo intra-uterino – caso
seja colocado até cinco dias após a relação sexual dita não protegida.
FdV - O
que é a chamada "pílula abortiva" ou "RU486" ou
mifepristona? Quais as semelhanças e diferenças em relação à "pílula
do dia seguinte"?
VN
- A mifepristona é um produto não comercializado em Portugal, capaz de
provocar o aborto após a nidação. Esta é a grande diferença em relação
aos métodos atrás falados, que funcionam ou inibindo a ovulação, ou na maior
parte das vezes impedindo a nidação.
FdV - A
"pílula do dia seguinte" é um bom meio de prevenção das chamadas
"doenças sexualmente transmissíveis", como a SIDA?
VN
- Nenhuma contracepção de emergência dá qualquer protecção contra as doenças
sexualmente transmissíveis.
Estudos
feitos em países como a Noruega, Suécia, Irlanda, EUA, começam a demonstrar
que apesar do grau intelectual e conhecimentos dos jovens, estes consentem
conscientemente cada vez mais riscos. Por um lado, aumentando o risco de
gravidez ao serem cada vez mais frequentes as relações sexuais sem recurso a
nenhum método de contracepção. Por outro lado, pelo grande risco de doenças
sexualmente transmissíveis, nomeadamente a Chlamydia (associada a cada vez
maior número de casos de esterilidade) e o papiloma vírus humano (associado a
cada vez maior número de casos de cancro do colo do útero). Estudos em
adolescentes urbanos de Nova Iorque apontam para que 81% nunca usam qualquer
contraceptivo estando 87% dispostos a pedir a contracepção de emergência. As
relações sexuais sem recurso a nenhum método de contracepção são cada vez
mais frequentes em jovens (instruídas,
universitárias, citadinas) que os recusam conscientemente.
Dr.
Víctor Neto
Médico Especialista em
Ginecologia/Obstetrícia
Consultor em Ginecologia
Consultor em Ginecologia/Obstetrícia
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A
PÍLULA ABORTIVA RU 486
EM PERGUNTAS E RESPOSTAS
O
que é a RU 486?
A
RU486 é um fármaco que se utiliza, quase exclusivamente, para produzir
o aborto de embriões de poucos dias de vida.
O
seu nome genérico é Mifepristona. É uma hormona sintética que bloqueia a
progesterona, hormona esta que é indispensável ao prosseguimento da gravidez.
O filho concebido não pode continuar o seu desenvolvimento normal porque a RU
486 impede a sua implantação no útero (nidação), ou provoca a sua expulsão
do próprio útero, produzindo a sua morte.
Pode-se dizer que é uma “antiprogesterona”. A progesterona facilita a implantação do óvulo fecundado fazendo com que as células do endométrio sintetizem e armazenem glucógeno, fomentando o crescimento dos vasos sanguíneos do mesmo endométrio e facilitando o relaxamento do útero para que não haja contracções. Deste modo, aumenta a firmeza do colo do útero e fecha-o para que o embrião não possa ser expulso. Quer dizer, prepara a mãe para que o seu filho, que já começou o seu processo vital, possa continuar a desenvolver-se.
A
RU486 tem o efeito contrário. Se for administrada antes da implantação
do novo ser no útero impede que se efectuem as mudanças necessárias e que
seja criado no endométrio o ambiente adequado para que se implante o embrião.
Se for administrada depois da implantação bloqueia a actividade secretora do
endométrio e corrói-o, produzindo o desprendimento do embrião. Além disso,
aumenta as contracções e amolece e dilata o colo do útero para tornar mais fácil
a expulsão.
Por
conseguinte, a RU 486 é sempre abortiva, tanto quando é administrada antes
como depois da implantação do bebé no útero da mãe.
Quem
a elaborou e onde é comercializada?
O Dr. Georges Teusch que, com Daniel Philibert, era investigador da empresa francesa Roussel-Uclaf, daí o nome RU, uma filial da multinacional farmacêutica Hoechst. O conselheiro científico deste laboratório, Dr. Beaulieu, convenceu o então presidente do conselho de administração Dr. Sakiz a continuar o estudo da substância, pelo que erradamente se lhe atribui por vezes a autoria da mesma.
Em 1988, suspendeu-se a distribuição em França devido a um protesto público, mas voltou a ser posta em circulação porque o governo francês tinha cerca de 36% das acções da Roussel-Uclaf. Em 1989 foi proibida a importação nos Estados Unidos.
Em 1993, o presidente Clinton instou para que se comercializasse. Em 1994, por dificuldades de comercialização, a Roussel-Uclaf cedeu gratuitamente os direitos de distribuição ao Population Council, organização de planeamento familiar sustentada pelas Nações Unidas e por fundações americanas como a Rockefeller. Uma empresa húngara foi encarregada da sua produção mas também desistiu. Perante a possibilidade de um boicote e pesando os benefícios que a RU traria com os custos do boicote, a Hoechst cedeu gratuitamente os direitos ao Dr. Sakiz que constituiu uma sociedade que fabrica apenas a RU, e mais nenhum produto.
Já
em 1999 a RU 486 começou a ser distribuída em diversos países europeus
(Alemanha, Espanha, Áustria, etc.) sob a designação de Mifegyne e debaixo de
forte contestação. A sua introdução nos EUA está a ser estudada pelas
autoridades federais.
Quando
foi descoberta?
Em
1980, tendo a experimentação humana começado em 1982. Entre 1982 e 1988, que
foi o período de prova até ser autorizada, detectaram-se utilizações ilegais
e comércio em França, nos Países Baixos, no Reino Unido, em Itália e noutros
países.
Como
foi apresentada?
A
RU foi apresentada como uma alternativa moderna e segura ao aborto cirúrgico e
como um possível medicamento para o tratamento de doenças como o cancro da
mama, certos tumores cerebrais e síndroma de Cushing,
um problema da glândula pituitária. No entanto, o National
Cancer Institute (NCI) afirmou que a RU não oferece nada que tenha
vantagens relativamente a outras terapias já usadas, e a ARC e a Liga
Nacional (associações francesas de investigação contra o cancro)
suspenderam o seu apoio ao fármaco.
A AMA
(American
Medical Association) investigou as suas possibilidades terapêuticas
e chegou à conclusão de que não há provas substanciais para afirmar que a RU
486 possa servir de tratamento eficaz para essas doenças.
Porque
é tão atractiva para os defensores do aborto?
É muito atractiva porque é vista como «uma forma de eliminar o “problema” sem passar pela clínica». Os seus defensores afirmam também que diminui os traumas psicológicos que o aborto cirúrgico produz – reconhecendo assim que estes existem – e pensam também que assim se ultrapassa a dificuldade de a maioria dos médicos não quererem praticar o aborto.
De facto, nenhuma dessas “vantagens” provou ser real.
Diversos psiquiatras concluíram que esses traumas não diminuem, porque além dos que qualquer aborto já origina, que são certamente muito sérios, acresce que a mulher vive sozinha a responsabilidade do aborto e vê ao longo de vários dias a expulsão do feto, que demora um mínimo de 72 horas (3 dias).
Tão pouco se evita totalmente a possibilidade de entrada numa clínica, porque nos casos em que não actua pode acontecer que o feto não seja expulso e, nesse caso, há que fazer um aborto cirúrgico. Em muitos países a RU só é mesmo administrada em clínicas ou hospitais.
Também pode acontecer que a gravidez continue e a criança nasça com defeitos congénitos mais ou menos graves, porque a RU actua durante as primeiras semanas da gravidez, que são fundamentais para a correcta formação dos órgãos do corpo do bebé. Em geral, nas clínicas onde a RU é administrada, as mulheres são obrigadas a assinar um documento que autoriza a praticar um aborto cirúrgico se a RU não tiver efeito.
Além
de tudo isto, surgem frequentemente hemorragias abundantes que obrigam a
recorrer a cuidados hospitalares.
Os
defensores da RU aconselham a não utilizá-la em que casos?
- Gravidez não confirmada;
- Suspeita de gravidez extra-uterina;
- Se tiverem passado 50 dias desde o início da última menstruação;
- Se houverem contra-indicações à prostaglandina;
- Em casos de insuficiência supra-renal, problemas de coagulação ou tratamento anticoagulante, insuficiência renal, insuficiência hepática, diabetes tratada com insulina, etc.;
- Antecedentes asmáticos, bronquite crónica, antecedentes cardiovasculares, hipertensão, etc.;
- Devem abster-se do tabaco e do álcool durante os dias em que estiver a ser utilizado o método abortivo;
- Os riscos aumentam com a idade.
Que
efeitos colaterais tem?
- Dores fortes durante até 10 dias.
- Hemorragias durante uma a duas semanas, que podem tornar necessário um tratamento de urgência, como uma transfusão e, portanto, a entrada num centro hospitalar.
- Retenção do feto.
- Complicações muito graves (5 em cada 1000 casos).
- Problemas psicológicos.
-
Efeitos tegénicos
(malformações) se a gravidez continuar.rato
- São conhecidos alguns casos de morte causada pela RU.
- Por tudo isto, em geral restringe-se ao uso hospitalar, não se cumprindo o objectivo da utilização individual.
E do ponto de vista social?
Entre outros:
- A mulher pode ser obrigada a abortar por terceiros, por engano, sob coacção, sob o efeito do álcool ou da droga.
- Apesar do controlo burocrático e administrativo em hospitais, é uma ilusão pensar que não vai existir um comércio ilegal de enormes proporções, como acontece com as drogas proibidas que atravessam as fronteiras e entram inclusivamente em prisões e hospitais.
- Se os riscos e contra-indicações são sérios em países industrializados, em termos sanitários o perigo torna-se extremo nos países subdesenvolvidos.
Baseado na folha informativa “La Píldora Abortiva RU 486”. Bibliografia:
prospecto da RU 486; Dimensión de Vida, nº 33; relatório do Dr. Justo Aznar
sobre a RU 486 (chefe do Dep. de Biopatologia Clínica do Hospital La Fé,
Valencia, Espanha).
Tradução: Margarida Brito Correia; Adaptação: Miguel P. Correia
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Mais informação sobre a “pílula do dia seguinte” e sobre a “RU 486” pode ser encontrada no site dos Juntos pela Vida na secção “Pílula do dia seguinte e abortivas”: http://www.terravista.pt/enseada/1881/pil-abort.html |
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