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Ano I, nº 6, Dezembro de 2000 |
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OS RISCOS DE ABORTAR
Alguns
têm insistido que o aborto é mais saudável para as mulheres do que o parto.
Porém, diversos estudos que examinaram os efeitos de aborto demonstraram
precisamente o contrário. As mulheres que abortaram, frequentemente enfrentaram
problemas físicos e emocionais crescentes, incluindo abuso de drogas, doenças
mentais, perda de fertilidade, perda de gravidezes posteriores e cancro da mama.
Este artigo examinará vários estudos e o que eles dizem sobre os riscos do
aborto.
Embora
a maior parte das mortes relacionadas com o aborto não sejam classificadas
oficialmente como tais (1), o aborto legal é constatado como a
quinta causa de morte materna no E.U.A. (2). O mais recente —e mais
bem documentado— estudo sobre mortes relacionadas com o aborto, até à data,
é um estudo finlandês de 1997, financiado pelo Governo, que mostrou que as
mulheres que abortam têm quatro vezes maior probabilidade de morrer no espaço
de um ano do que as mulheres que dão à luz. Estendendo o âmbito do estudo
para além da estreita janela de tempo que é examinada pela maioria dos outros
estudos do pós-aborto, os investigadores puderam perceber melhor como o aborto
realmente afecta as vidas das mulheres. Os resultados mostraram claramente que,
em comparação com as mulheres que levam a gravidez ao termo, as mulheres que
abortaram no ano anterior à sua morte tinham:
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“o
aborto legal é constatado como a quinta causa de morte materna no
E.U.A.” [...] “as
mulheres que abortam têm quatro vezes maior probabilidade de morrer no
espaço de um ano do que as mulheres que dão à luz” |
O
aborto foi também relacionado com vários problemas físicos de curto e longo
prazo. As complicações imediatas podem incluir perfuração uterina, infecção,
hemorragia, embolia, complicações de anestesia, convulsões, lesões do colo
uterino, choque endotóxico, febre, vómitos e sensibilização de Rh. Os
problemas de longo prazo incluem infertilidade, problemas com gravidezes
futuras, alguns tipos de cancro, e saúde geral mais baixa (4).
As
infecções são uma das complicações do aborto mais comuns, mas muitas clínicas
não fazem testes de rotina para as detectarem (5). Isto apesar de
alguns defensores do aborto admitirem que este causa de facto essas infecções.
Por exemplo, num artigo sobre abortos “faça você mesmo”, Michele McDevitt,
porta-voz da Planned Parenthood da Califórnia, avisou que “sempre que a
zona uterina é invadida há risco de infecção” (6).
Ironicamente, isto vem da mesma organização que insiste que o aborto é seguro
desde que uma mulher pague a uma clínica para o fazer.
A
infecção é ainda mais perigosa se a mulher não procura tratamento, ou se
antes de um aborto a clínica não faz testes para ver se há infecção prévia.
Um estudo mostrou que as mulheres que tinham uma infecção não tratada de
chlamydia [uma doença sexualmente transmissível] na altura do aborto, tinham
72 por cento de risco de desenvolverem Doença Inflamatória Pélvica em comparação
com 8 por cento das mulheres tratadas antes do aborto (7). Outro
estudo, descobriu que mulheres com infecção de chlamydia que atrasaram a
procura de tratamento por três ou mais dias após o aparecimento dos sintomas,
tinham seis vezes maior probabilidade de terem problemas de infertilidade do que
as que procuraram tratamento imediatamente (8).
Mesmo
quando as mulheres buscam imediatamente tratamento, as infecções podem ainda
levar a problemas de longo prazo. Mulheres jovens que, por exemplo, não tiveram
uma gravidez prévia completa, não responderam tão bem a tratamentos com
antibióticos como mulheres mais velhas que já tinham dado à luz uma criança (9).
Aproximadamente
uma em cada oito mulheres terão cancro da mama na sua vida. Um número estimado
de 43 500 mulheres morrem cada ano desta doença, com mais de 175 000 casos
novos de cancro da mama invasivo diagnosticados cada ano (10).
Estudos
sobre a relação entre o aborto e o cancro da mama têm sido desprezados ou
ignorados pela indústria do aborto e pelos media. Mas alguns investigadores
descobriram que, ao interromper o crescimento das células nos seios da mulher
durante o primeiro trimestre da gravidez, o aborto aumenta o risco de contrair
cancro da mama.
O
Dr. Joel Brind, um dos maiores especialistas na relação entre o aborto e o
cancro da mama, realizou uma meta-análise de 23 estudos publicados sobre o
cancro da mama e o aborto, 18 dos quais documentam uma relação entre o aborto
e o cancro da mama. Brind e os seus colegas concluíram que mulheres que
abortaram as suas primeiras gravidezes enfrentaram um risco de 30 a 50 por cento
superior de cancro da mama. Sete de cada dez estudos mostraram também que
mulheres que fizeram múltiplos abortos tiveram um risco superior de contrair
cancro da mama do que mulheres que fizeram só um aborto (11).
Alguns
estudos mostram que, para mulheres saudáveis, o risco de contrair certos
problemas durante a gravidez e o parto diminuem com cada nova gravidez. Por
exemplo, alterações hipertensivas como a eclâmpsia (convulsões) e a pré-eclâmpsia
(hipertensão com edema ou níveis aumentados de proteínas na urina) estão
entre as maiores causas de mortes relacionadas com a gravidez no mundo ocidental
(12).
A
investigação mostra que as mulheres cuja primeira gravidez acabou em parto de
tempo completo têm menor hipótese de desenvolver pré-eclâmpsia em gravidezes
posteriores. Mas, como mostra a Figura 1, as mulheres que abortaram
as suas primeiras gravidezes de facto tiveram um maior risco de desenvolver pré-eclâmpsia
em gravidezes posteriores (13).
Estudos
mostraram também que as mulheres com um historial de aborto têm um maior risco
de aborto espontâneo do que as mulheres que nunca abortaram. A Figura 2 mostra
que as mulheres com duas gravidezes anteriores levadas ao termo e nenhum aborto
tinham o menor risco (0.71), enquanto mulheres com dois abortos prévios tinham
o maior risco (4.32) (14).
Dados
de outros estudos mostraram que as mulheres com um historial de aborto:
·
Tinham um risco de gravidez ectópica
1.5 a 1.7 vezes superior ao das mulheres que tiveram gravidezes completas
anteriores (15).
·
Tinham quatro vezes maior
probabilidade de infecção intra-uterina durante uma gravidez subsequente do
que as mulheres cujas gravidez anterior terminou num nascimento ao cabo de pelo
menos 20 semanas de gestação (16).
·
Tinham um risco superior de
hemorragia durante uma gravidez subsequente do que as mulheres que previamente
deram à luz ou que estavam na sua primeira gravidez (17).
·
Tinham dores de parto mais intensas
do que as mulheres que previamente levaram a gravidez ao termo (18).
· Tinham maior probabilidade de sofrer de retenção de placenta durante o parto ou hemorragia pós-parto do que mulheres que deram previamente à luz (19).
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“Infelizmente,
o que muitas mulheres não percebem é que acabam por sacrificar parte
delas próprias juntamente com o seu bebé.” |
Adicionalmente,
embora pouco seja conhecido sobre o impacto do aborto na taxa de mortalidade
materna em gravidezes subsequentes, poucas dúvidas podem restar de que o aborto
aumenta o risco da mulher desenvolver complicações que põem em risco a sua
vida em gravidezes posteriores. Por exemplo, as estatísticas disponíveis
sugerem que o aborto legal é responsável por 4800 casos de gravidez ectópica
por ano. Investigadores estimam que cerca de 10 mulheres morrem todos os anos de
gravidez ectópica relacionada com aborto (20).
As
mulheres abortam por muitas razões: medo de estragarem uma relação, medo de
desapontarem os seus pais ou o parceiro, medo de não poderem sustentar a criança,
ou medo de perderem o controlo das suas vidas. Muitas vezes, os que estão à
sua volta passam a mensagem de que se sacrificarem “só esse pequeno
pormenor”, podem manter tudo o resto nas suas vidas.
Infelizmente,
o que muitas mulheres não percebem é que acabam por sacrificar parte delas próprias
juntamente com o seu bebé. O aborto deixa-as com sentimentos de raiva contra si
próprias, isolamento e arrependimento. Nancyjo Mann, a fundadora das Women
Exploited by Abortion (WEBA, “Mulheres Exploradas pelo Aborto”),
escreveu depois do seu aborto:
“Eu
comecei a dar-me com gente “da pesada”, imitando as suas maneiras, assumindo
a sua atitude. O que me atraiu neles foi a sua destrutividade, o seu desprezo
pelo mundo. Em pouco tempo, comecei a andar com pistolas e facas, e a andar por
aí com gangs de motas e pior. As pessoas com quem eu andava queriam destruir,
roubar e mutilar, e era isso que eu queria também fazer, tanto a outros como a mim
própria.” (21)
Estas
tendências auto-destrutivas são uma reacção pós-aborto comum. Um estudo
descobriu que mulheres que se submeteram a abortos eram tratadas 24% mais
frequentemente devido a acidentes e condições relacionadas com violência do
que mulheres que deram à luz. (22)
O
abuso de álcool e drogas é outra manifestação desse comportamento
auto-destrutivo. Um estudo recente do Elliot Institute descobriu que as mulheres
que abortaram tinham cinco vezes mais apetência ao abuso de drogas e álcool do
que mulheres que levaram a sua gravidez ao termo (23). De acordo com
o Dr. Philip Ney, investigador destes assuntos: “Se não conseguem obter
legalmente, com receita médica, fármacos usados no tratamento de alterações
do humor, muitas dessas mulheres recorrem ao álcool ou a drogas ilegais como
forma de apagar sentimentos indesejados sobre os seus abortos passados.” (24)
O
abuso de drogas e álcool também deixa as mulheres sob um maior risco, não só
de violência, como de outras actividades de auto-destruição, como a
promiscuidade (que pode levar a abortos repetidos, doenças sexualmente
transmissíveis e HIV/SIDA) e à condução sob efeito desses excessos. As
mulheres depois de um aborto têm também maior probabilidade de usarem drogas e
álcool durante uma futura gravidez (25), o que foi relacionado com
danos cerebrais dos filhos, partos prematuros, abortos espontâneos e muitos
outros problemas. Os que procuram uma cura para a epidemia actual de bebés
viciados em drogas e álcool deviam prestar atenção ao papel do aborto nesse
problema trágico.
As mulheres depois de um aborto têm também maior probabilidade de fumar do que as mulheres que deram à luz, o que traz consigo outro conjunto de riscos para a saúde (26). Por exemplo, fumar durante a gravidez foi associado com aborto espontâneo, parto prematuro, pouco peso à nascença, Síndrome de Morte Súbita Infantil e problemas neurológicos e respiratórios em crianças. Apesar desses riscos, as mulheres com um historial de aborto têm maior probabilidade de fumar durante gravidezes subsequentes, talvez como meio de aliviarem uma ansiedade pós-aborto (27).


As
mulheres com um historial de aborto têm maior probabilidade de terem depressões
do que as mulheres que dão à luz, especialmente se têm sentimentos negativos
em relação ao aborto ou sentem que não tiveram controle sobre a decisão de
abortar (28). Isto é uma importante descoberta considerando que num
estudo das Women
Exploited by Abortion de 252 mulheres que tinham abortado, mais de
50% disseram que se sentiram “forçadas” a abortar por outros ou pelas
circunstâncias (29).
Um
estudo do Elliot Institute de mulheres da Califórnia que abortaram ou deram à
luz nos últimos seis anos concluiu que as que abortaram tinham problemas de saúde
mental significativamente superiores aos das mulheres que levaram as suas
gravidezes ao termo (30). E um estudo dinamarquês descobriu que no
total, mulheres com um historial de aborto tinham uma taxa de admissão em
hospitais psiquiátricos 50% superior do que mulheres que deram à luz bebés
vivos (31).
Abortos
repetidos podem ser tanto o resultado como a causa de problemas emocionais e
psicológicos. Um estudo de mulheres que abortavam repetidamente descobriu uma
subida de três vezes no número de consultas psiquiátricas, em comparação
com pacientes que levavam as suas gravidezes ao termo.
Outro
estudo (ver Figura 3) concluiu que, apesar de não haver diferenças
significativas nas desordens psicológicas ou uso dos serviços sociais entre
mulheres que deram à luz ou aquelas que abortaram pela primeira vez, mulheres
que já tinham abortado pelo menos uma vez tinham o dobro da probabilidade de
terem complicações de ordem psicológica ou de terem contacto com os serviços
sociais.

Apesar
de ser importante informar as mulheres sobre os riscos do aborto e promover o
“tratamento pós-aborto”, é preciso fazer mais. As mulheres têm o direito
a informação antes de dar consentimento para o aborto, um direito que devia
ser garantido por lei. Este direito só virá, porém, quando as leis que
protegem os abortadores dessa obrigação forem substituídas por leis que
ampliem o direito das mulheres a obterem reparação pelos danos físicos e
emocionais provocados pelo aborto. Esperemos que esse dia chegue em breve.
Amy
R. Sobie, Elliot Institute
As referências deste artigo encontram-se em www.terravista.pt/enseada/1881/riscos.html
Traduzido
e adaptado de “The Post-Abortion Review”, Vol. 8, No. 3, Jul.-Set. 2000
Elliot Institute, PO Box 7348, Springfield, IL 62791-7348
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O
Elliot Institute é um instituto americano que faz investigação
científica sobre os efeitos do aborto na mulher que aborta. Mais
informação sobre este tema pode ser encontrada no seu site: www.afterabortion.org
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SOS
– LiberalizAÇÃo do Aborto Há
cerca de um ano, o PCP e o BE entregaram na Assembleia da República
novas propostas de lei de liberalização do aborto até às 12 semanas
(ver “Factos da Vida” 1 e 2). Nessa altura o Presidente da República
mostrou que não via com bons olhos que tal lei fosse discutida e
aprovada tão cedo, sobretudo antes da sua provável reeleição em
Janeiro de 2001. Há algumas semanas, um dos líderes do BE deu a
entender que após as eleições presidenciais o seu partido iria propor
a discussão e votação da proposta de lei que já está na Assembleia.
Assim, é muito provável que, pouco tempo depois das eleições
presidenciais de 14 de Janeiro, possivelmente em Fevereiro ou Março,
sejam discutidas e votadas essas propostas. É também muito provável
que sejam aprovadas, contrariando assim o resultado do referendo. O
que vos pedimos? Que estejam atentos aos acontecimentos, que participem
nas actividades que organizarmos, que escrevam cartas aos jornais, e que
exijam um novo referendo, caso as leis sejam aprovadas na Assembleia sem
consultar os portugueses. Juntos
pela Vida
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CRIME CONTRA A HUMANIDADE?
Um conjunto de grupos feministas radicais americanos decidiu levar o Papa a
tribunal sob a acusação de crimes contra a Humanidade. Em causa, segundo
disseram, está a sua doutrina sobre o aborto.
Portanto,
num ponto, as feministas radicais concordam connosco: no aborto está em causa
um crime contra a Humanidade. Para mais, como não há crime sem criminoso,
teremos de concluir que entre os pró-vida ou entre os pró-aborto há pessoas
responsáveis por um crime contra a Humanidade. Resta encontrar qual o campo.
Numa
primeira aproximação observamos que no julgamento de Nuremberga o aborto foi
explicitamente considerado um crime contra a Humanidade[1]
e houve médicos que, por terem feito abortos, foram condenados por crimes
contra a Humanidade.
Em
1945 abortar era crime
contra a Humanidade nos EUA e direito
na Alemanha Nazi. Em 2000, abortar é direito
nos EUA e (em grande parte) crime na Alemanha.[2]
A doutrina da Igreja Católica tanto
condena as leis nazis como as americanas. As feministas radicais americanas
estão impossibilitadas de condenar os nazis…
Vamos
agora ao segundo ponto: a história do aborto. Ao longo dos tempos as mulheres
abortavam recorrendo a métodos físicos ou químicos. Dos químicos constava
comer Menta
pulegium L. (muito eficaz a matar o filho e a
destruir o fígado da mãe) ou Ruta
graveolens L. (que impede a nidação e é altamente tóxico para a
mãe); também se metiam fezes de crocodilo na vagina ou bebia-se urina de um
carneiro ou do homem. Descobrir que a ingestão de ferro provoca um aborto foi
considerado grande progresso em 1761. No século passado as mulheres ingeriam
algumas dezenas de cabeças de fósforo (feitas de fósforo verdadeiro), ou
engoliam chumbo, ou mercúrio, ou arsénio.
Para
se atingir o objectivo mais rapidamente, nada como os métodos físicos: umas
pancadas violentas no abdómen, umas agulhas a trespassar o útero, umas patas
de ganso, uns arames, uns abortadores com instrumentos específicos.
Claro
que tudo isto tinha problemas. Na Alemanha (com as melhores condições
sanitárias do mundo), nos anos 20 deste século o aborto matava 6000 mulheres
por ano e 30% das que abortavam ficavam estéreis. Na Inglaterra morria uma
mulher por cada vinte abortos. Os abortadores (médicos) tinham grandes cães em
casa para comerem (e fazerem desaparecer os corpos d’) as mulheres mortas e
(d)os seus filhos. Mas morte e esterilidade eram só os problemas extremos e
mais imediatos.
Hoje
o aborto legal continua a matar, a esterilizar, a perfurar o útero, a causar
laceração cervical, choque/coma, hemorragias, infecções, PID, cancro da mama
e, em gravidezes posteriores, partos prematuros, placenta prévia, gravidez
ectópica, retenção da placenta, aborto espontâneo, etc.
Se
de algum dos efeitos a nível físico praticamente nenhuma mulher escapa, do
pesadelo que é o Síndroma Pós-Aborto nenhuma mulher escapa mesmo,
apresentando habitualmente vários de entre os seguintes sintomas: destruição
da relação com o pai da criança morta, alucinações relacionadas com o
aborto, pesadelos, abuso de álcool e drogas, tendências suicidas, sentir-se
louca ou a enlouquecer, aversão pelas relações sexuais, desequilíbrio na
relação com crianças/bebés, desconforto na presença de grávidas, desejo
doentio de levar outras mulheres a abortar, embrutecimento, perda de capacidade
de sentir emoções, ataques de choro, sentimento de culpa, raiva, revolta, medo
de que o aborto seja descoberto, depressões (muitas vezes por volta da data do
aborto e/ou na altura em que a criança deveria nascer), dores abdominais, etc.
Opor-se
a toda esta história de opressão das mulheres, de desprezo pela sua
saúde, de desinteresse pela sua alegria e felicidade, é cometer um crime
contra a Humanidade?
Tristes destes tempos de sensualidade em que a virtude tem de implorar por perdão ao pecado (Hamlet, William Shakespere).
João
Araújo
[1] Julgamento de Nuremberga, USGPO, Vol. IV, p.610.
[2]
Até à reunificação, a Alemanha ocidental tinha uma das leis de aborto
mais restritivas da Europa. Este facto foi um obstáculo à reunificação,
esteve por resolver durante bastante tempo
e acabou-se num acordo de compromisso que correspondeu a uma limitação
drástica na ex-RDA e um alargamento de prazos na ex-RFA.,
BREVES
Eutanásia na Holanda e no Maine
No
passado dia 28 de Novembro, foram liberalizadas na Holanda as práticas do
suicídio assistido e da eutanásia, já há diversos anos toleradas. Apesar de
em teoria não ser permitido, é sabido que uma percentagem elevada das
eutanásias são realizadas sem consentimento do eutanasiado, o que está a
gerar dramas humanos medonhos: muitos idosos têm pânico de levar injecções,
de ir ao médico ou de serem internados em hospitais, pois temem ser mortos. A
liberalização agora feita aplica-se também a crianças a partir dos 12 anos.
Também
nos Estados Unidos a eutanásia foi referendada no estado do Maine, em
simultâneo com as eleições presidenciais. Foi rejeitada. Nesse país, esta
prática é permitida apenas no estado do Oregon.
Apelo à Protecção do
Embrião
A
Aliança para os Direitos da Vida (Alliance for the Rights of Life) está a
promover um abaixo-assinado a pedir a protecção do embrião humano, para que
este seja visto como uma pessoa e não como uma “coisa”, “um produto
possivelmente defeituoso, uma reserva biológica, um objecto que pode ser
manipulado”. O abaixo assinado está a decorrer na Internet. Para votar
deve-se ir à seguinte página:
Diversos documentos da
Igreja Católica sobre a Vida
Nos
últimos meses diversas instâncias da Igreja publicaram documentos relacionados
com diversos aspectos da defesa da vida humana e da família. A Academia
Pontifícia para a Vida publicou uma “Declaração sobre a chamada pílula do
dia seguinte” (31/12/2000). O documento explica com algum detalhe o que é
essa pílula, concluindo que é abortiva e que por isso o seu uso é eticamente
inaceitável.
Em
Julho passado, o Conselho Pontifício para a Família emitiu uma declaração
dizendo que a chamada “redução de embriões” é uma forma de aborto. O
procedimento tem sido por vezes realizado em gravidezes com diversos gémeos e
consiste simplesmente em abortar os que estão “a mais”.
A
Academia Pontifícia para a Vida publicou um documento intitulado “Declaração
sobre a produção e o uso científico e terapêutico das células estaminais
embrionárias” (25/08/2000), a propósito da polémica sobre a
eufemisticamente chamada “clonagem terapêutica”. Sobre este tema é
interessante saber que a Universidade Católica de Roma abrirá em Janeiro um
banco de células estaminais obtidas de forma ética.
Já
em Dezembro, após a legalização da eutanásia na Holanda, a mesma Academia
Pontifícia para a Vida publicou a “Declaração sobre o Respeito pela
Dignidade do Moribundo – Considerações Éticas sobre a Eutanásia”. O
documento ainda só está disponível em italiano.
Em
Novembro passado, o Conselho Pontifício para a Família publicou um texto
intitulado “Família, Matrimónio e Uniões de Facto”. O documento reflecte
fundamentalmente sobre o papel da família e sobre o reconhecimento dessas
uniões.
Os
documentos completos estão disponíveis na Internet:
Pílula
do dia seguinte: http://www.terravista.pt/enseada/1881/pds-pav.html
Redução embrionária: http://www.terravista.pt/enseada/1881/red-emb.html
Células estaminais: http://www.terravista.pt/enseada/1881/estamin.html
Eutanásia: http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_academies/acdlife/index_po.htm
Uniões de Facto: http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/family/index_po.htm
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