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Ano 2, nº 8, Julho de 2001 |
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PÍLULA
DO DIA SEGUINTE AUMENTA O RISCO DA GRAVIDEZ E ABORTO DE ADOLESCENTES?
Justo Aznar
Chefe
do Departamento de Biopatologia da Clínica Hospital La Fe (Valencia, Espanha)
in Aceprensa 175/00, 20/12/2000
A gravidez de adolescentes é um importante problema social. Muitas dessas gravidezes terminam em aborto [dados de Inglaterra] e, quando a gravidez continua, pode vir ligada a complicações psíquicas e sociais para mãe e filho (1). Para paliar este problema, algumas autoridades sanitárias propugnam a utilização da “pílula do dia seguinte”, a denominada contracepção de emergência. No entanto, não está demonstrado que a utilização dessa pílula cause a diminuição das gravidezes não desejadas nem do aborto entre adolescentes.
Em relação a isto, acaba de publicar-se no British Medical Journal um interessante trabalho realizado em Inglaterra, onde se conclui que a utilização da pílula do dia seguinte não reduz as gravidezes de adolescentes, nem tão pouco o número de abortos: aliás, até favorece o seu aumento (2).
Nesse trabalho, relacionam-se a contracepção de emergência, as gravidezes de adolescentes e a percentagem destas que terminam em aborto. Para levá-lo a cabo, estudaram-se 240 casos de gravidezes de adolescentes e compararam-se com 719 casos de controle de características similares. O primeiro dado que se destaca é o de que as adolescentes que engravidaram tinham utilizado anteriormente com maior assiduidade os métodos contraceptivos –tanto a pílula como o preservativo— do que as adolescentes não grávidas. “Depois de uma análise multivariante realizada no ano anterior à gravidez, a única associação encontrada estava relacionada com a consulta prévia sobre contracepção”.
As adolescentes que tinham ido a consultas sobre contracepção antes da gravidez tinham um risco de ficarem grávidas 3,32 vezes maior do que as que não o tinham feito; as que tinham utilizado a pílula contraceptiva, 2,96 maior, e as que tinham utilizado preservativos nas suas relações sexuais, 2,70 maior.
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“a utilização da pílula do dia seguinte não reduz as gravidezes de adolescentes, nem tão pouco o número de abortos: aliás, até favorece o seu aumento” |
Também as que tinham utilizado previamente a contracepção de emergência manifestavam um risco de engravidar 1,35 vezes superior ao das que não a tinham utilizado. Quando se analisam as gravidezes de adolescentes que terminaram em aborto, descobre-se que as que abortaram tinham utilizado significativamente mais a contracepção de emergência ou preservativos, em qualquer momento antes da gravidez, do que as outras jovens.
De facto, as que tinham utilizado a pílula do dia seguinte tinham uma probabilidade 3,21 vezes maior de que a sua gravidez terminasse em aborto, e esta probabilidade era 4,53 vezes maior para as que habitualmente usavam preservativos. Quando se calculou a taxa de utilização de contracepção de emergência ou da utilização de preservativos sobre as percentagens de aborto nas 240 adolescentes grávidas estudadas, obteve-se que “nos casos em que a gravidez terminou em aborto, as adolescentes tinham utilizado significativamente mais a contracepção de emergência e os preservativos, durante o ano em que engravidaram”. Com efeito, as adolescentes que tinham utilizado a pílula do dia seguinte anteriormente à gravidez tinham 2,8 vezes maior probabilidade de ficarem grávidas do que as que não o tinham feito. Para as que a tinham utilizado nos 12 meses anteriores à gravidez, a probabilidade de engravidarem foi 3,01 vezes maior. Como conclui o trabalho, “a utilização habitual da contracepção de emergência está associada a um aumento do número de abortos, e as adolescentes grávidas que abortaram tinham utilizado antes da sua gravidez a contracepção de emergência mais habitualmente do que as que depois de ficarem grávidas tinham levado a sua gravidez até ao final.”
Como também se comenta no trabalho, “um maior conhecimento e a possibilidade de acesso à contracepção de emergência são propugnadas como meio de reduzir o número de abortos de adolescentes. No entanto, como se comprova neste trabalho, as adolescentes que utilizaram a contracepção de emergência tinham um maior risco de gravidez não planeada, possivelmente como consequência de assumirem maiores riscos nas suas relações sexuais.”
O trabalho também chama a atenção para os problemas que causa “o fornecimento de contracepção de emergência por parte de organismos que não estão preparados para realizar posteriormente um seguimento dessas práticas”. Todos estes dados levantam dúvidas sobre a pretendida eficácia da pílula do dia seguinte para evitar gravidezes não desejadas em adolescentes e para reduzir o número de abortos nesse grupo.(1) The
Social Exclusion Unit. Teenage Pregnancy. Report No Cmnd 4342. Stationery
Office. Londres (1999); (2) D.
Churchill et al. Consultation
patterns and provision of contraception in general practice before teenage
pregnancy: case-control study.
British Medical Journal, vol.
321, 19-26 Ago. 2000. http://www.bmj.com/cgi/content/full/321/7259/486
A
PÍLULA DO DIA SEGUINTE É SEGURA?
A revista médica The Lancet publicou uma carta que avisa dos problemas causados pela pílula do dia seguinte, por vezes chamada de “contracepção de emergência”. A carta põe objecções a uma afirmação de um número anterior da revista que dizia que “não há dúvida de que a pílula do dia seguinte é segura e eficaz”. Diversos investigadores do Reino Unido comentaram a falta de dados em relação à segurança do seu uso.
A carta corrige a afirmação fazendo notar que o teste que a Organização Mundial de Saúde fez a essas drogas, que é muitas vezes citado para justificar a sua segurança, é defeituoso. O estudo só registou a experiência do uso dessas drogas uma única vez e em apenas 100 mulheres. Além disso, dessa amostra, “uma mulher morreu de meningite e 21 perderam-se e não foram mais seguidas.” Assim, diz a carta, “Uma prova tão pequena é claramente inadequada para avaliar a segurança.”
Algumas associações de pais do Reino Unido estão alarmadas com os riscos para a saúde dos seus filhos, especialmente os riscos de derrames cerebrais, coágulos sanguíneos, etc. A carta refere também que 5% das mulheres têm uma susceptibilidade genética para os cancros de mama e dos ovários, e outras 5% susceptibilidade genética para doenças tromboembólicas, o que as torna não elegíveis para usarem a pílula do dia seguinte. Os testes relevantes, em geral não serão feitos antes do uso dessas drogas, dispensadas nas farmácias.
A maior parte dos estudos de monta não consideraram os efeitos das pílulas à base só de progestageno. A carta afirma que é preocupante que a dose dessas pílulas dadas como “contracepção de emergência” seja muito mais forte do que a dose diária de progestageno que se sabe afectar os vasos sanguíneos. Os defensores da vida fazem notar que os farmacêuticos devem ser postos a par destas descobertas.
Veja a carta no The Lancet, vol. 357, n. 9263, 14 de Abril de 2001.
in Life Site Daily news, 23 de Abril de 2001
PADRES
PELA VIDA
UMA
ENTREVISTA AO PADRE PETER WEST

Em Janeiro de 2001 esteve em Portugal o Pe. Peter West dos “Padres pela Vida” (Priests for Life). Percorreu todo o país, de Braga ao Algarve a explicar o que é a sua instituição, quais as actividades que realiza nos E.U.A., e o que padres e leigos podem fazer também em Portugal em defesa da vida humana. Mais tarde pusémos-lhe algumas questões.
O que são os “Padres pela Vida”? Qual é a vossa
missão?
“Padres pela Vida” é uma Associação de Fiéis formada por padres e que visa encorajar os nossos colegas padres a porem em prática essa dimensão do seu ministério sacerdotal que envolve a defesa da vida humana, especialmente das grandes ameaças a que está sujeita hoje – o aborto e a eutanásia. Os Padres pela Vida estão abertos a todas as pessoas de boa vontade que se queiram juntar a nós nesta luta.
O propósito dos Padres pela Vida é o de infundir a estrutura que já existe na Igreja Católica com o vigor, o entusiasmo, e os melhores recursos para pôr em prática esta missão de defender a vida.
Os Padres pela Vida prosseguem este objectivo ajudando os padres que já estão envolvidos activamente no movimento pró-vida, dando-lhes apoio e os recursos que precisam para defender a vida eficazmente. Os Padres pela Vida ajudam a construir uma “rede” de padres pelo país que podem ajudar-se uns aos outros, compartilhando ideias, recursos e experiências que digam respeito ao seu ministério pró-vida.
Um segundo aspecto da missão é o de dar assistência a padres que podem estar hesitantes em falar sobre o aborto e sobre a eutanásia. Por meio de literatura e cassetes, seminários e assistência pessoal directa, a associação Padres pela Vida pode ajudar um padre a identificar os seus receios, incertezas, ou equívocos sobre as questões envolvidas ou sobre o próprio movimento pró-vida. Uma das nossas publicações, por exemplo, é “Padres, Enfrentemos os Medos Sobre o Aborto”. A publicação fala sobre vinte e dois tipos de medos, descobertos no decurso dos seminários que damos a padres por todo o país, e dá respostas claras e construtivas às dúvidas que esses medos podem causar.
O terceiro aspecto da missão dos Padres pela Vida é o de ajudar os padres a trabalharem com os grupos pró-vida, e também ajudar os grupos pró-vida a trabalharem com os seus padres. Desde o início dos Padres pela Vida tem havido um forte apoio por parte dos leigos, e a associação tem membros auxiliares leigos. A queixa de que os padres não falam muito sobre o aborto é ouvida com frequência. Os Padres pela Vida ajudam activamente os grupos e pessoas leigas a transformarem a frustração, o desapontamento e a zanga que possam sentir, num esforço construtivo de perceberem e trabalharem com o seu clero. Algumas das nossas brochuras, gravações e seminários falam sobre isso.
Quais são as principais actividades dos Padres pela
Vida?
Os Padres pela Vida dirigem seminários para padres e diáconos, para dar-lhes informação sobre o aborto e a eutanásia, e ideias sobre o que eles podem fazer para construir uma cultura de vida. (...) O nosso boletim informativo é recebido por cerca de 40.000 padres e 50.000 leigos. Temos uma página web, à qual foi atribuído um prémio, que recebe diariamente 7000 visitantes. Esta página web é actualizada quase todos os dias. Também produzimos numerosos panfletos, cassetes áudio e vídeo que visam ajudar-nos a proclamar a verdade da santidade da vida. Os nossos padres viajam principalmente nos Estados Unidos a promoverem a mensagem pró-vida. Falamos dentro das escolas, Igrejas e em todo o lado onde sejamos bem recebidos. Promovemos alternativas ao aborto, como a cura e a reconciliação pós-aborto, ajudando aqueles ou aquelas que se envolveram no pecado do aborto a encontrarem a cura e a paz. Procuramos também as pessoas de outras religiões que queiram defender a santidade da vida. O nosso trabalho situa-se maioritariamente nos Estados Unidos, mas temos esperança de que padres de outros países formem associações semelhantes e estamos desejosos de os ajudar a começarem.
Pensa que defender a vida – da
concepção à morte natural – é uma missão para toda a Igreja Católica
ou só para alguns padres e leigos que se possam sentir mais inclinados para
essa missão? O Santo Padre tem dito alguma coisa sobre isso?
Defender a vida é missão de toda a Igreja, não somente dos padres ou de movimentos específicos. Os padres em especial precisam de tomar a liderança da defesa da vida dentro da Igreja e na sociedade, mas lutar pela vida é uma tarefa essencial para todos aqueles que se consideram seres humanos decentes.
Na sua carta Encíclica “Evangelium Vitae” ou “O Evangelho da Vida”, entregue no dia 25 de Março de 1995, o Papa João Paulo II escreveu “O Evangelho do amor de Deus pelo homem, o Evangelho da dignidade da pessoa e o Evangelho da vida são um único e indivisível Evangelho.”
A 14 de Fevereiro de 2000, quase cinco anos após o lançamento do “Evangelium Vitae” ele disse: “Um plano pastoral pela vida genuíno não pode ser simplesmente delegado aos movimentos específicos que operam no campo socio-político, por mais mérito que estes tenham. Terá que ser sempre parte integrante do plano pastoral eclesial, que tem a responsabilidade de fazer avançar a proclamação do “Evangelho da Vida”. Com vista a levá-lo efectivamente à prática, é importante tanto pôr em prática planos educativos, como serviços e estruturas de acolhimento concretos.”
Algumas pessoas – tanto leigos como
padres – talvez sintam que se falarem abertamente contra o aborto podem magoar
ou ofender mulheres que o tenham feito, ou outras pessoas que tenham estado
envolvidas num. Talvez pensem que se devem calar por amor ao próximo. O que é
que pensa sobre isto?
Nós pregamos sobre o aborto para SALVAR essas mulheres, e também para proteger outras de cometerem o mesmo erro. Uma carta recebida duma mulher que fez um aborto suplica-nos para NÃO termos medo de tratar deste tema publicamente. “Eu não consigo parar de pensar, se eu tivesse ouvido dizer na igreja que o aborto estava errado... eu talvez tivesse feito a opção de ficar com o meu bebé em vez de o matar”. Ao mesmo tempo que condenamos a prática do aborto, também proclamamos o perdão e a cura interiores. Os peritos no tratamento pós-aborto dizem-nos que é absolutamente ESSENCIAL que a mulher “pare de usar os mecanismos de defesa, tais como a negação, auto-repressão, e a racionalização do aborto. (Dr. Philip Mango, “As Consequências do Aborto e o Seu Tratamento”, Agosto 1990)”. Ela tem de enfrentar o facto de que o seu bebé foi morto. Nós podemos ajudá-la no seu caminho para a cura proclamando a verdade sobre o aborto e a realidade do perdão. Quando falamos sobre o aborto, estamos a dizer-lhe “Nós preocupamo-nos”. O nosso silêncio diz-lhe “Nós não nos preocupamos”.
Podia
falar-nos brevemente sobre o Projecto Gabriel?
O Projecto Gabriel ajuda mulheres grávidas em risco por meio de uma rede de igrejas numa cidade. No exterior de cada igreja é colocado um sinal que diz que é prestada toda a ajuda a uma mulher que considere estar nessa situação. As mulheres são convidadas a telefonarem para um número telefónico de apoio. À mulher é atribuído um “anjo Gabriel” que actua como seu confidente. Este “anjo Gabriel” dirige-se ao pároco ou a outro padre a quem tenha sido atribuída a tarefa. O padre depois apresenta as necessidades da mulher às pessoas da paróquia. Isto é muito semelhante ao que fazem os centros de apoio a grávidas, mas a diferença é que as pessoas na Igreja ajudam através da Igreja, e a mulher que é ajudada sabe que a ajuda vem da Igreja. E as pessoas que estão lá, que acreditam na vida, que acreditam que o aborto é errado, passam realmente das palavras actos, fazem o que há a fazer, ajudam-na, e dão tudo o que ela necessitar. Os que levaram o Projecto Gabriel à prática descobriram que o que as mulheres precisam sobretudo é de apoio emocional. Mas por vezes precisam também de apoio financeiro, de transporte, de ajuda médica, qualquer coisa que aquela comunidade eclesial pense que ela precise para que a sua vida se mantenha estável nesse espaço de tempo, para que possa dar luz o seu bebé.
Miguel Pupo Correia, Fevereiro de 2001
Tradução: Marco Oliveira
Mais informação sobre os Padres pela Vida pode ser encontrada no seu site na Internet: http://www.priestsforlife.org .
NOVA
ASSOCIAÇÃO: ASSOCIAÇÃO VIDA UNIVERSITÁRIA!!
Alguns dos Objectivos: Voluntariado em associações de apoio concreto a grávidas em dificuldade e às crianças em situação de risco; contribuir para a formação, tanto intelectual como humana, na defesa da dignidade e da vida do Ser Humano desde o momento da sua concepção até à sua morte natural; dar a conhecer no meio Universitário as Instituições de Solidariedade Social que possam ajudar em situações de necessidade, principalmente dos/das Jovens Universitários/as.
Queres ser associado (dos 18 aos 130 anos; não é necessário ser Universitário, também para Professores)? Envia um mail para vidauniversitaria@portugalmail.pt ou escreve para Vida Universitária Rua Newton n.º 6- 2º 1170-276 Lisboa- (Duarte Lebre de Freitas), com nome, morada, telefone, telemóvel, data nascimento, Universidade-ano/Emprego, e-mail, associações a que pertenças. Quotas 1.000$00/ano. Telefone para dúvidas 91 865 1856.
Criaremos núcleos em diversas Universidades.
É hora! Vem ajudar naquilo que acreditas...
Rodrigo Faria de Castro
Presidente da Direcção
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Boletim informativo da Associação Juntos pela Vida * Correspondência: Apartado nº 52055, E.C. de Campo Grande, 1721-501 Lisboa * Tel.: 21 396 8567 * Correio electrónico: juntospelavida@gmail.com * WWW: http://go.to/juntospelavida * Editor: Miguel Pupo Correia * Redacção: João Araújo, Margarida Brito Correia, Maria Furtado, João Loureiro, Teresa André Loureiro, Vítor Rodrigo * Concepção gráfica: Paulo Emiliano * Pode ser reenviado, impresso e copiado |
BREVES
NOVO
LIVRO SOBRE AS COMPLICAÇÕES DO ABORTO
Muitos tentam esconder as consequências psíquicas gravíssimas que o aborto traz para a mãe que o faz. Essas consequências, estudadas pela medicina e denominadas de “síndroma pós-aborto” são analisadas por um novo livro editado pela Paulus Editora, “Mulher porque choras?”. O livro tem como subtítulos “Médicos referem as consequências psíquicas do aborto”, “Mulheres falam do seu sofrimento depois do aborto”, e intercala os testemunhos de mulheres que abortaram e textos de médicos que explicam o que é a síndroma pós-aborto. Um excerto de um testemunho:
“Escrevo a minha história para que todas as raparigas e mulheres que se encontrem numa situação semelhante à minha de então. Pensem bem naquilo que pretendem fazer. Serão atormentadas por pesadelos e perseguidas por olhares, apesar de na realidade não existirem. Ficarão sozinhas e serão invadidas pelo luto e pela dor sempre que virem uma mãe com uma criança. (...) Reflictam e não deixem que vos forcem, pois a vossa vida ficará destruída para sempre.”
Sugerimos vivamente a leitura.

NOVOS
CENTROS DE APOIO A GRÁVIDAS EM RISCO
No Algarve, em Alcantarilha, começou em Janeiro a construção da “Casa da Mãe”, que visa acolher grávidas em dificuldade. É já a terceira casa do “S.O.S. Apoio à Grávida” que já ajudou a salvar mais de 120 bebés. Também perto de Portalegre o projecto “A Vida que Nasce” tem quase pronta uma casa de acolhimento a mães solteiras ou em risco.
A
EUTANÁSIA DA EUTANÁSIA: OS CUIDADOS PALIATIVOS
De novecentos pacientes seguidos o ano passado no Instituto de Tumores de Milão, só um pediu para morrer. E este doente, uma vez submetido a cuidados paliativos que mitigaram a dor, mudou de ideias.
Segundo o estudo, publicado a 18 de Março de 2001 pelo diário italiano Avvenire, entre os doente de cancro o índice de suicídios é inferior à média da população sã.
Em 17.964 pacientes investigados em Itália nos últimos anos pelo Instituto de Tumores de Milão, ocorreram cinco suicídios, ou seja, 0,027%. Uma média similar verifica-se nos outros países europeus.
Enquanto os meios de comunicação social fazem eco de campanhas a favor da eutanásia para estes doentes terminais, nos hospitais não é uma questão que se ponha frequentemente, conclui o estudo.
Ao contrário, o estudo constata que o cancro desenvolve na pessoa um forte apego à vida.
Franco De Conno, responsável de Terapias Paliativas do Instituto de Tumores, afirma que para além da legitimidade ou não da eutanásia “o problema é oferecer a todos a possibilidade de suportar a doença sem sofrimentos inúteis.”
A eutanásia na Holanda custa uns 3.600 dólares. Segundo explicou De Conno em declarações ao Avvenire, é “um negócio para as clínicas que praticam a eutanásia, bem como para as empresas de seguros e para o sistema de saúde que assim se livra do peso da assistência a um doente que, quando não é assistido adequadamente, a única coisa que pede é para morrer o quanto antes.”
De Conno reconhece que o debate da eutanásia chegou a Itália. A estadia diária de um paciente terminal num hospital do sistema de saúde público custa uns 180 dólares por dia. Deste modo, a eutanásia poderia ser uma tentação para solucionar o problema desses custos do sistema de saúde.
in
Zenit, 19 de Março de 2001
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