SOS VIDA

O S.O.S. Vida é um associação de apoio à grávida surgida após o referendo do aborto de 1998. Em pouco tempo realizou um trabalho impressionante: até Outubro passado já ajudou 209 grávidas! Com vista a conhecer a experiência desta associação, entrevistámos o Sr. P.e Jerónimo Gomes, seu principal promotor. A entrevista foi realizada com o apoio da Drª Maria do Carmo Pereira.

 

Como surgiu o “SOS VIDA”? Quem é que o promove?

O S.O.S. Vida – Apoio à Grávida Aflita surgiu em 1999 por iniciativa do Sr. Bispo do Algarve, Dom Manuel Madureira Dias, tendo congregado a intenção de dedicação a esta causa do Sr. Padre Jerónimo Gomes e a vontade de várias outras pessoas (incluindo alguns médicos, advogados e psicólogos) que se ofereceram voluntariamente para colaborar.

 

O “SOS VIDA” tem feito um grande trabalho de apoio a grávidas. Quantas grávidas já ajudaram? Em que consiste essa ajuda.

O trabalho do S.O.S. Vida desenvolve-se em duas vertentes: a do atendimento telefónico, que funciona 24 horas por dia (dispomos de três números de telefone, um de cada operador das redes móveis, por forma a facilitar os contactos: 96-242 37 14, 93-808 2597 e 91-693 55 35) e a do acompanhamento e apoio directos.

Do contacto telefónico inicial, que exige suma delicadeza e se revela de decisiva importância, resulta, na maioria dos casos, a marcação de uma conversa pessoal e, aí, a primeira ajuda que procuramos dar às grávidas passa pela auscultação dos seus problemas e planos, que procuramos interiorizar e viver como nossos, para que daí possam surgir soluções por elas aceites e desejadas. Após esta sintonia, espontaneamente vai surgindo a explicação científica de que já existe nelas uma nova Vida e que, para a salvar, até disponibilizamos a nossa casa como recurso extremo. Até ao final de Outubro de 2002 apoiámos directamente 209 casos extremos em risco de aborto.

Assim, o nosso âmbito de actuação inclui o aconselhamento e acompanhamento durante a gravidez e mesmo depois do parto, quando tal é necessário, assumindo as mais variadas formas: apoio psicológico e na reinserção familiar, aconselhamento jurídico, assistência médica, encaminhamento profissional, ajuda material (vestuário e alimentação) e apoio domiciliário tanto antes como depois do parto e, nalguns casos muito prementes, o próprio alojamento das grávidas (em instalações cedidas provisória e gratuitamente pela Diocese) até que possam regressar às suas famílias ou dispor de uma razoável autonomia. Em caso de necessidade, dispomo-nos a procurar acolhimento temporário também para as crianças.

 

Como é que chegam às grávidas que precisam de ajuda? Suponho que muitas tenham relutância em recorrer ao vosso apoio. Como é que chegam a essas?

O principal meio de divulgação da nossa existência ao longo destes anos de actividade têm sido os Calendários e Horários Escolares que temos vindo a distribuir exaustivamente em locais públicos (Escolas, Centros de Saúde, da Segurança Social e de Emprego, Juntas de Freguesia, Hospitais, Farmácias, Cafés, Supermercados, Papelarias, Estações de serviço, etc.), onde, para além da mensagem sobre o valor da Vida e a necessidade de a defender, também constam os nossos contactos e a disponibilidade de proporcionarmos os contactos de outras instituições de apoio em todo o País (para as quais temos encaminhado os casos da sua proximidade). Promovemos ainda a afixação de cartazes informativos em todas as Farmácias, Hospitais, Centros de Saúde, Centros de Emprego, Juntas de Freguesia e Centros da Segurança Social da região algarvia.

Efectuámos também contactos com todos os jornais e estações de rádio regionais, dos quais resultaram a publicação de um anúncio semanal no jornal da diocese, a emissão de mensagens “spot” divulgando a nossa existência nas Rádios Guadiana e Costa d’Ouro e ainda uma entrevista semanal da Antena 1 sobre a gravidez na adolescência.

Têm sido estes os meios através dos quais puderam tomar conhecimento da nossa existência as mães em situação crítica que já pudemos ajudar.

 

O Sr. P.e Jerónimo Gomes com um dos "seus" bebés.

As grávidas que têm apoiado são só do Algarve?

Somos contactados por grávidas de todo o País, do Norte ao Sul. Sempre que a distância geográfica constitui um obstáculo para um apoio mais directo procuramos encaminhá-las para uma instituição que promova a defesa da Vida e que lhes esteja mais próxima. Sucede, porém, com alguma frequência não quererem permanecer no seu meio de origem durante a gravidez, procurando apoio numa região em que não sejam conhecidas.

 

Pode caracterizar as grávidas que aparecem a pedir ajuda? São casadas/solteiras, desempregadas, adolescentes...?

A grávida-tipo que recorre ao S.O.S. Vida é, na maior parte dos casos, adolescente solteira, estudante ou desempregada (muitas vezes por causa da própria gravidez), tendo sido abandonada pelo pai do bebé ou desalojada pela sua própria família de origem e em situação de grande carência material.

Nos contactos telefónicos predominam os pedidos de apoio para fazer o aborto. Umas vezes são as próprias grávidas que estabelecem o contacto mas sucede também, com alguma frequência, ser o pai da criança. Tem-nos sido dado perceber que para muitas grávidas aflitas a única alternativa que se lhes coloca é desfazerem-se do bebé e que, numa primeira abordagem, nem imaginam que existam outras formas de resolver os problemas originados pela gravidez indesejada, não tendo, na maior parte dos casos, noção da realidade da nova vida que nelas existe.

 

Uma rapariga nova, não casada, pode ter relutância ou até medo de falar aos pais sobre o assunto. O aborto pode surgir nessas raparigas sobre pressão como uma saída, já que muitas não têm a noção do horror que representa, para o filho e para elas próprias. O que diria a essas raparigas?

O aborto surge como única saída a uma grande maioria das raparigas novas que se deparam com uma gravidez não só indesejada como também inesperada, constatando-se de uma forma muito clara a existência de uma grande falta de educação e informação sobre as questões de âmbito sexual, bem como sobre o real estado evolutivo do bebé, nomeadamente sobre o bater do seu coraçãozinho logo aos 18 dias, quando muitas delas não desconfiam ainda sequer de que possam estar grávidas.

Procuramos fazer sempre uma abordagem muito simples do problema, baseando-nos na evidência científica de que a vida humana começa na fecundação (aos 18 dias já bate o coração, às 6 semanas já existem ondas cerebrais,…). Por si próprias as raparigas chegam à noção da existência de uma nova pessoa e que é mau resolver os seus problemas à custa da morte do bebé, que é totalmente inocente.

Temos sempre muito em conta a pessoa concreta e todas as suas condicionantes específicas, revelando-se as generalizações como ineficazes e até contraproducentes. Não podemos ter receitas preparadas: aqui, mais do que noutras situações, cada caso é mesmo um caso, exigindo uma extrema delicadeza de tratamento, uma grande sensibilidade e absoluta sintonia. Temos que analisar os problemas de dentro para fora da pessoa, porque é dentro que eles estão e de lá terão de sair as soluções eficazes. Nunca o contrário. Se não procurarmos viver o problema como a pessoa o vive- e não como nós o encaramos- não haverá solução positiva possível. O fazermos nossos os problemas do outro não pode ser um faz de conta, que a ninguém convence: as pessoas têm uma psicologia mais profunda do que imaginamos…

 

Olhando para um mapa de Portugal e para as instituições de apoio à grávida que surgiram depois do referendo nota-se que muito está feito mas que ainda há muito a fazer. Que mensagem deixaria para as pessoas que vivem em zonas que precisam dessas instituições e onde estas ainda não existem?

Que o problema do aborto existe de facto, que muitas pessoas se vêem realmente confrontadas com a impossibilidade de ter os bebés por falta de meios próprios e dos necessários apoios. Aí só há duas alternativas: ou somos pela Vida e nos empenhamos a sério em ajudar, directa ou indirectamente, por exemplo colaborando com uma instituição, ajudando a divulgar a sua existência, etc., ou então, por omissão, ao fecharmos as portas a quem precisa de apoio para poder deixar nascer o seu bebé, estamos a empurrar as pessoas para o aborto e a condenar os bebés à morte, ainda que teoricamente digamos defender a Vida.

A primeira pergunta, dirigida sobretudo aos mais responsáveis e a todos os que dizemos acreditar que existe uma nova pessoa desde a fecundação é: Há coerência? Acreditamos mesmo a sério? Ou é só nos discursos, referendos e ameaças legislativas? Aqui está o cerne do problema da falta de apoios adequados.

Não podemos dizer que já está muito feito quando se salvam apenas 0,2% dos bebés condenados à morte em Portugal. Achamos muito? Não serão antes muitos os que deixamos matar? Parece-nos que não tem havido coragem para falar claro. São muitos os que dizem que a defesa da Vida é a máxima prioridade mas, na prática, não é isso que se vê nas suas vidas. E é esta nossa incoerência que leva a grávida a pensar que o que existe dentro dela é apenas uma coisa, porque os que dizem acreditar pouco ou nada fazem para o salvar. É que as outras prioridades podem quase todas ser adiadas que ninguém morre, enquanto que aqui morre-se, e em que número! 

Um calendário do SOS Vida.

 

E que sugestões daria a essas pessoas? Por onde começar?

Que não esperem por dispor de grandes meios para se lançarem ao trabalho: não se pense que são necessários enormes meios, tanto materiais como humanos para começar um trabalho de apoio a grávidas aflitas. Um pequeno grupo de pessoas verdadeiramente empenhadas que tratem de conjugar esforços, de passar palavra das necessidades que têm poderão contar sempre com uma grande generosidade das pessoas à sua volta e os meios materiais acabam sempre por aparecer, muitas vezes de onde menos se espera. Aqui no Algarve nunca teríamos começado se tivéssemos esperado pelos meios considerados necessários…

Enquanto não for bem visível o nosso testemunho e empenho, enquanto não levarmos a todas as terras a mensagem de que existe uma Vida desde a fecundação e de que estamos verdadeiramente empenhados em ajudar as mães que sozinhas não a conseguem defender, não temos, em coerência, o direito de dizer que acreditamos em tal Vida nem de lamentar a morte dos bebés inocentes. Seremos sempre corresponsáveis, gravemente corresponsáveis por esta mortandade, por mais desculpas que inventemos. É este testemunho concreto que se revela indispensável, inadiável, que se espera de nós para que as coisas mudem: não podemos ficar sentados a discutir e à espera de leis “mágicas” que acabem com esta autêntica pena de morte dos bebés…

 

O que lhe parece que o Estado pode fazer nesta matéria? Por exemplo, as instituições como a sua precisam de algum apoio específico?

Não somos de opinião que o Estado deva fazer tudo: parece-nos é que deveria apoiar e financiar estas iniciativas de prestação de apoio social. Na sua maior parte as grávidas que temos apoiado são pessoas totalmente desprotegidas e que precisam sobretudo de um grande apoio para relançar as suas vidas. Chegam-nos até muitos casos em risco de aborto encaminhados pela própria Segurança Social e por médicos dos Centros de Saúde, que se vêem confrontados com a indisponibilidade de meios para os apoiar devidamente.

Há quanto tempo esperamos por uma casa que satisfaça as necessidades, por uma carrinha para o apoio domiciliário e para recolher as ofertas que nos fazem…

 

De que vive o “SOS Vida”? Precisa de ajuda? Como se pode ajudar?

Vivemos e trabalhamos exclusivamente com o fruto da generosidade das pessoas que vão conhecendo o nosso trabalho e que se empenham em colaborar com o que está ao seu alcance. Estamos sempre com necessidades de tudo e portanto tudo é bem vindo: roupas para bebé e grávida, fraldas, artigos de higiene, carrinhos, camas, berços, lençóis, cobertores, leite em pó para bebé, todo o tipo de produtos alimentares não perecíveis, etc.

Precisamos também de donativos em dinheiro para podermos pagar as contas da tipografia (os mais de 2 milhões de calendários já editados e actualmente esgotados têm-nos sido sempre entregues a crédito, sendo a dívida amortizada à medida das ofertas que vão chegando), dos telefones (quantas vezes nos telefonam a pedir para sermos nós a ligar porque não têm dinheiro suficiente…) e da gasolina (temos de percorrer mensalmente uns milhares de kilómetros por forma a podermos continuar a deslocar-nos aonde nos chamam e para fazer o acompanhamento domiciliário). Sempre que pretendido, é emitido um recibo pelo valor do donativo, o qual é dedutível tanto em IRS (particulares) como em IRC (empresas).

Também precisamos de colaboração para continuar a distribuir os nossos Calendários, divulgando a mensagem da Vida e levando mais pessoas a saberem que podem contar com apoio na gravidez.

S.O.S. Vida – Apoio à Grávida Aflita
Contacto: Pe. Jerónimo Gomes
Rua da Saúde, 4 – 8000 Faro
Tel. 289 812 812 (24h)
Telem. 96-242 37 14, 93-808 2597, 91-693 55 35

 


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AS MULHERES MERECEM MELHOR!

Resposta aos defensores do aborto que tem a falsa intenção de "ajudar as mulheres"

 

A Associação Mulheres em Acção que tem por objecto social lutar contra todas as formas de discriminação entre homens e mulheres toma posição sobre a possibilidade de um novo referendo em matéria do Aborto.

1) São duas as vítimas da liberalização do aborto: o bebé e a sua mãe. A mulher é atingida no mais fundo do seu ser, do ponto de vista físico e psicológico. E hoje sabemos melhor do que nunca quão destrutoras e dilacerantes são essas feridas: o síndroma pós-aborto; os riscos acrescidos de contracção do cancro da mama; os riscos de ficar estéril; a escondida insegurança do aborto legal; o envenenamento da intimidade conjugal, da sua afectividade e sexualidade, e da vida familiar, etc.

Portanto, é ultrajante esta tentativa de instrumentalizar a mulher para promover o aborto.

2) Os argumentos a favor de um novo referendo são muito frágeis e, neste caso, soam a falso: é evidente que, se o resultado do referendo de Junho de 1998 tivesse sido o inverso, os grandes promotores do aborto teriam dado o assunto como adquirido, encerrado e irreversível.

3) A insistência na liberalização do aborto é, claramente, uma obsessão ideológica dos seus promotores. Não se trata, infelizmente, de uma genuína preocupação pela saúde das mulheres e dos seus filhos: toda a gente sabe que os movimentos favoráveis ao "Sim" no último referendo não se mexeram muito, depois disso, - nem antes - para ajudar as mães em situação difícil, ao contrário do que fizeram os movimentos favoráveis à Mulher e à Vida.

4) Aliás, a impaciência colocada nesta campanha de promoção de um novo referendo, sem esperar sequer pelos resultados do estudo que visa conhecer a realidade da prática do aborto em Portugal, proposto recentemente por deputados do PS, desmascara a pretendida preocupação pela necessidade de avaliar a dimensão dessa chaga, para melhor a combater. Agora se vê que a realidade não lhes interessa muito: a proposta de realização do estudo estava viciada à partida; não era senão parte da sua estratégia de liberalização do aborto e manifestação da mesma fixação ideológica.

5) No entanto, no caso de se vir a discutir a realização de nova consulta popular sobre a matéria, pretendendo alterar a lei no sentido da liberalização, reivindicamos que se admita também a possibilidade de alteração no sentido contrário (o da restrição), alargando o campo de escolha. Isto é, propomos que seja também posta em causa e sujeita a referendo a lei presentemente em vigor (de 1984, retocada em 1997), questionando os portugueses sobre o dever da sociedade de proteger a vida humana e a saúde mulher.

6) Trata-se de uma questão de princípio e de coerência: a inviolabilidade da vida humana inocente e o valor fundamental da dignidade humana não admitem excepções e aplicam-se a todos os seres humanos, com 5, 10, 15 semanas, ou com 90 anos e moribundos, desejados ou não , deficientes, saudáveis ou decrépitos. Em caso contrário, abre-se a porta a novas agressões a esse direito fundamental e foi isso o que aconteceu: primeiro, era apenas o aborto eugénico, terapêutico e em caso de violação; depois, seria o aborto livre e gratuito até às 10 semanas; agora seria até às 12 semanas; no futuro, porquê parar aí ? De facto, se não se considera que a vida humana inocente é inviolável, sempre, então não haverá outros limites que os dos consensos de ocasião, e a consequência será a facilitação progressiva da eliminação da vida nascente (ou terminal, por via da eutanásia), de acordo com as conveniências fúteis dos mais fortes (como aconteceu noutros países). A lei de 1984/97 é essa porta aberta.

7) Por outro lado, há novas razões para fechar agora essa porta:

i) A prática do aborto está em fase de crise e refluxo em vários dos países que experimentaram primeiro essa via. Está a emergir uma nova sensibilidade e visão sobre o assunto: iniciativas de programas públicos de seguros infantis visando a cobertura de cuidados pré-natais (assumindo, portanto, os direitos do feto aos cuidados de saúde pública); admissão da recusa, por parte das companhias de seguros, em cobrir as operações de aborto; médicos ex-praticantes do aborto que se recusam agora a realizá-lo; mulheres que abortaram que manifestam a sua oposição a essa prática, etc.

ii) Os progressos da genética, da embriologia, da fetologia e da medicina pré-natal, em geral, tornaram cada vez mais evidente a natureza humana do não nascido - que é visível e registável.

iii) Tem-se vindo a constatar que a liberalização do aborto não resolve problema nenhum. Pelo contrário, agrava e traumatiza, mais ainda, a mulher e inibe os esforços para ir à raiz dos problemas e para promover as verdadeiras soluções: o apoio às famílias, à maternidade, à infância, às mãe sozinhas, aos deficientes, etc. Trata-se uma questão de justiça social: no cenário da liberalização do aborto, o que se oferece às mulheres pobres é o aborto.

iv) Por último, a questão do respeito pela vida humana é vital para a conformação da paisagem moral e civilizacional do século XXI: a legalização do aborto, reconhecendo o direito de alguns a poder violar o fundamental direito à vida de outros, contradiz o ideal democrático e mina as próprias bases do Estado de Direito. Aceitando que se violem os direitos do mais débil, contribui-se para a destruição das fibras éticas da sociedade, para a falta de solidariedade e de respeito pelo outro, para a violência latente e para a "banalidade do mal".

As Mulheres merecem melhor!

Associação Mulheres em Acção

Alexandra Almeida Tété 93 3348212

Madalena Simas 91 4007494

 

EDUCAÇÃO SEXUAL E ABORTO A PEDIDO

A ligação entre a educação sexual e o aborto pode não parecer evidente. Alan Guttmacher foi presidente da IPPF, uma das maiores ONGs mundiais e também uma das organizações mais empenhadas em promover o aborto a pedido em todo o mundo. O seu “braço” em Portugal é a APF. Neste trecho de 3 de Maio de 1973, Guttmacher estabelece a estratégia dos defensores do aborto depois da sua liberalização nos Estados Unidos da América:

“What is going to happen right now is the pro-life forces are going to raise up and there is going to be a lot of fighting over this issue; we are going to raise a sleeping giant so to speak. There are going to be a lot of abortion battles and we are going to fight all of those battles, but the most important piece of the fight is to get to the kids because while the abortionists are out doing abortions, and while the pro-lifers are out fighting today's fight, we will be after the next generation and the generation after that. If we can win the next couple of generations in the schools, then we don't have to worry so much about the abortion battle because we will eventually win. The only avenue the International Planned Parenthood Federation and its allies could travel to win the battle for abortion on demand is through sex education.”

 

Visite o site dos Juntos pela Vida na Internet: go.to/juntospelavida 

    

Boletim informativo da Associação Juntos pela Vida * Correspondência: Apartado nº 52055, E.C. de Campo Grande, 1721-501 Lisboa * Tel.: 21 396 8567 * Correio electrónico: juntospelavida@gmail.com * WWW: http://go.to/juntospelavida  * Editor: Miguel Pupo Correia * Colaboradores: João Araújo, Margarida Brito Correia, Maria Furtado, João Loureiro, Teresa André Loureiro, Vítor Rodrigo * Concepção gráfica: Paulo Emiliano * Pode ser reenviado, impresso e copiado

 

BREVES

 

CURSOS DE MÉTODOS NATURAIS

“Os métodos naturais consistem em conhecer e valorizar os indicadores de fertilidade que o corpo revela. Com estes sinais a mulher pode identificar no seu ciclo mestrual os períodos férteis e inférteis.

O casal pode aplicar tal conhecimento para espaçar os nascimentos, abstendo-se das relações sexuais na fase fértil ou escolher os dias de máxima fertilidade de forma a conseguir uma gravidez.

A regulação natural de fertilidade não pode ser considerada meramente uma técnica fiável para regular os nascimentos, mas um como um estilo de vida que incorpora na vida conjugal o respeito, a responsabilidade e o autodomínio, com vista ao bem comum da família.”

A Fundação Família e Sociedade vai realizar três cursos de métodos naturais para casais em Lisboa. Cada curso ocupa duas tardes de Sábado. As datas dos cursos são: 25 de Janeiro e 1 de Fevereiro; 10 e 17 de Maio; 27 de Setembro e 4 de Outubro. Para mais informações contactar:

Fundação Família e Sociedade
Rua Viriato, 23 – 6º Dtº.
1050-234 Lisboa
Tel.: 21 313 8350 Fax: 21 313 8359
Email: familiasociedade.cc@vizzavi.pt

 

DIREITO À VIDA

TEXTOS DE JOÃO PAULO II

O movimento pró-vida em todo mundo tem sido marcado profundamente pela palavra do Papa João Paulo II. O ponto mais marcante deste magistério é sem dúvida a Encíclica “O Evangelho da Vida” de 1995, mas João Paulo II tem pregado incansavelmente sobre o tema. Em 2000, durante o Jubileu do Ano 2000, pronunciou uma série de discursos memoráveis, agora reunidos em “O Direito à Vida – Textos do Papa João Paulo II no Jubileu do ano 2000”, um pequeno livro recentemente publicado pela Editora Rei dos Livros. Os diversos discursos glosam o tema do direito à vida sob diversos pontos de vista: bioética, família, medicina, direitos humanos, política, saúde... O livro é prefaciado por D. Manuel Clemente, Bispo Auxiliar de Lisboa. Vale a pena ler e divulgar.

O Direito à Vida – Textos do Papa João Paulo II no Jubileu do ano 2000
Editora Rei dos Livros
Lisboa, 2002

 

DENTRO DO ÚTERO

A revista Visão nº 511 de Dezembro de 2002 publicou um artigo intitulado “Dentro do Útero”, reproduzido da Time de 11 de Novembro. O artigo apresenta imagens de bebés dentro do útero obtidas utilizando novas técnicas de visualização por computador. Os autores das imagens, Alexander Tsiaras e Barry Werth, publicaram também um livro intitulado “From Conception to Birth: A Life Unfolds” que pode ser comprado através da Internet, por exemplo, na Amazon (http://www.amazon.com).

O artigo da Time pode ser visto nas páginas “Forum da Vida”: http://forumdavida.no.sapo.pt. Por favor divulgue este site e as fotografias! 

 

BREVES INTERNACIONAIS

A administração Bush recusou definitivamente a concessão de 34 milhões de dólares à Agência das Nações Unidas para a População (FNUAP), confirmando a intenção já manifestada em Janeiro de 2002. A FNUAP é a agência da ONU mais envolvida na promoção do aborto em todo o mundo, tristemente famosa pela sua cumplicidade com a política do “filho único” da China e pela cooperação com Milosevic no Kosovo (ver “Factos da Vida” nº 5, Outubro de 2000). A União Europeia ameaça agora financiar a FNUAP com a quantia recusada pelo governo americano...

Nos EUA, a vitória do partido Republicano no Senado e na Casa de Representantes nas eleições do passado mês de Novembro foi tida como um importante resultado para a causa da vida. Segundo algumas sondagens as posições dos candidatos em relação ao aborto foram mesmo marcantes para a sua eleição.

No passado mês de Novembro o Parlamento Europeu votou por 271 contra 154 votos a proibição total da clonagem humana. Embora exista um grande consenso na opinião pública contra a chamada “clonagem reprodutiva”, já a “clonagem terapêutica” tem sido abertamente defendida por muitos. Esta última consiste em criar seres humanos que são mortos pouco depois da fecundação, com vista ao uso das suas células para possíveis fins terapêuticos. Trata-se evidentemente de uma inaceitável manipulação da vida humana, que tem sido defendida com promessas demagógicas de curas para uma série de doenças incuráveis.

 

ABAIXO ASSINADO CONTRA PUBLICIDADE DE CLÍNICAS ABORTISTAS

A Associação Vida Universitária continua a promover o seu abaixo assinado contra a publicidade a clínicas abortistas nos jornais “Público” e “Correio da Manhã”. O abaixo-assinado de duas páginas está disponível e pode ser imprimido directamente da sua página da Internet: http://www.VidaUniversitaria.loveslife.com . É importante colaborar nesta iniciativa!

 


Precisamos de chegar a muito mais gente! Envie-nos endereços de correio electrónico de pessoas que tenham interesse em receber informações nossas para juntospelavida@gmail.com 

 

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