“Clínicas”
Espanholas"
Nuno
Serras
Pereira
Infovitae, Novembro 2, 2006
Sempre
que em Portugal, na
última década, há uma
investida abortista a
maioria dos grandes
órgãos de comunicação
social bombardeia-nos
com uma publicidade
escandalosa às “clínicas”,
ou
melhor, aos abortadouros espanhóis,
onde supostamente
acorrem sofregamente
milhares de
portuguesas para executar à
morte os
seus filhos e filhas
nascituros.
É
espantoso, no sentido
que esta palavra tem
quer de surpreendente
quer de assustador,
que todo
este reclame seja
disfarçado de reportagem
ou de
informação. Dá-se a
voz a quem dirige
esses abortadouros,
sem contraponto,
sem contraditório,
sem o mínimo
espírito crítico. Uma
vez que a
finalidade de tais
matadouros consiste em
expandir o negócio
para aumentar os
lucros, os seus
porta-vozes aproveitam ao
máximo a oportunidade
de marketing,
com a
complacência e a
cumplicidade da nossa
“isenta”
comunicação
social.
Não
se indaga quem
são os
proprietários e se têm
ou não
agendas ocultas e
interesses
inconfessáveis; se estão concertadas
ou enlaçadas com
alguma organização
ou
instituição portuguesa (incluindo
órgãos de comunicação
social ou
grupos económicos a
que eles pertençam)
que promova a
legalização do
homicídio/aborto; se
são
independentes
entre si
ou se têm ligações a
instituições e
fundações
internacionais conhecidas
pela promoção do
eugenismo, do
racismo e da
ideologia e actuação,
pura e dura, do
controlo populacional.
Não se verifica
se é
verdadeiro o
número, que atiram, de
portuguesas que
por
lá terá abortado os
seus filhos e filhas –
há uns tempos
eram
centenas, depois
passou a dois
milhares, agora
avança-se com
o dobro,
como se poderia
adiantar o quíntuplo,
ou ainda
muito mais. O
número crescerá ou
diminuirá conforme
as conveniências estratégicas.
Não se investiga se cumprem a “lei”
abortófila espanhola
ou se a atropelam sistematicamente.
Não se averigua das
suas condições de
higiene, das garantias
de segurança,
das
negligências, nem se
às grávidas é solicitado o
consentimento
informado.
Não se ouve uma
amostra significativa
de testemunhos
de
mulheres que
lá tenham abortado.
Não se faz o seguimento
para
examinar as
consequências
físicas e psíquicas do aborto
para as
mães que o praticaram,
etc., etc.
Pelo
contrário as numerosas de
organizações portuguesas, de
gente que
gratuita e voluntariamente,
com grande
sacrifício e
dedicação, ajuda as
famílias e as mães
em dificuldade
ou as crianças
em risco,
são arrogante e
sistematicamente ignoradas.