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A nossa missão é a Vida, a sua defesa, a
sua promoção, a sua celebração. A nossa
identidade é a festiva sinfonia
policromática que a vida humana irradia
e reverbera, maravilhando, fascinando e
arrebatando pela verdade da sua
formosura. Por isso esconjuramos a
negrura da morte, exorcizamos as trevas
que nos submergem e aborrecemos o
cinzentismo imperante, encantando com o
colorido exuberante da vida. A alegria é
o nosso logótipo, a beleza a nossa
mensagem, o Não uma solicitação jovial à
convivialidade e cordialidade do
banquete da vida. Recusamos o sobrolho
carregado, a cara carrancuda, o olhar
assustado. Não somos buldogues nazis nem
escravos amedrontados. Somos a floração
primaveril das fragrâncias aprazíveis e
amáveis que a vida generosamente
oferece. Somos o prado verdejante e
sombreado de seculares carvalheiras,
frondosas tílias e largos plátanos onde
os espíritos se sentem apaziguados.
Somos o rio sereno de margens prenhes de
salgueiros e canaviais onde se ouvem as
sonoridades murmurosas e felizes do amor
materno e o chilrear contente das
crianças, onde se reaprende a ternura.
Somos a corrente impetuosa, fraguada e
espumante, entre penedias e fraguedos,
em que se revela o bem-querer arrojado e
audaz do marido pela mulher, do pai pelo
filho/a, da mãe pelos mesmos, e no qual
se revigoram as forças para os duros
trabalhos árduos da responsabilidade
diligente e cuidada. Somos o futuro
venturoso e sadio entregues às auroras
coloridas do já que anunciam o ainda não
definitivo de uma plenitude de
felicidade na eternidade.
Será, certamente, necessário apontar o
mal, denunciar a mentira, mostrar a
negra crueldade necrófila. Mas esse é o
logótipo dos cinzentos abortófilos; não,
seguramente, o que eles patenteiam, mas
o que é objectivamente inerente às suas
palavras e actos. Recobrir as suas
máscaras com o horror imundo e perverso
das consequências das suas propostas,
não é falsear o rosto do seu combate
mas, antes, um dissolver das caraças que
permite mostrá-lo na sua verdade. |