Carta
do
Senhor
Cardeal
Patriarca aos Párocos
e
Comunidades
Católicas
da
Diocese
de
Lisboa
afirma
com
toda a clareza
que a verdade
que a Igreja anuncia
«…
sobre
a
vida,
inviolável
desde o
seu
primeiro
momento, obriga
em
consciência
todos os
católicos», sublinhando, deste
modo,
que
estes «… devem votar “não”
…»
recusando
«… uma
lei facilitante do
aborto»
e
pôr
em
prática
as «exigências
do
amor
fraterno … inventando
formas de
ajudar todas as
mulheres
para
quem a
maternidade se
torna
difícil,
momento de desorientação e
tentação.».
Estas
verdades, com os
restantes
pontos
doutrinários sintetizados pelo
Senhor Patriarca e
todos os demais
que se podem encontrar na
carta encíclica O
Evangelho
da
vida,
do
Papa João Paulo II, ou
na
Nota
Doutrinal
da
Congregação para a
Doutrina da Fé
«sobre
algumas
questões relativas à participação e
comportamento dos
católicos na vida
política» não
só podem como devem
ser anunciados nas homilias das
celebrações Eucarísticas.
Se os
católicos têm a obrigação de
votar “não”,
como afirma o Senhor
Patriarca, tanto na
Nota do Conselho
Permanente da
Conferência Episcopal, de
que é membro,
como na sua
carta, isso significa
não só
que não podem (moralmente
falando),
sob pena de
grave iniquidade, votar
“sim”,
mas
também que
não podem, sob
pena de grave
imoralidade, abster-se. De facto, «o
respeito
pela
vida dos
outros,
em
todos os
seus
momentos, é
dever
imposto
pela
lei
natural e
universal
[fundamento
das
leis
humanas,
que
a
ela
não se podem opôr],
base da
exigência
ética e da
cultura. O judeo-cristianismo assumiu
como
dever
religioso
esse
imperativo da
Lei
natural, no
mandamento do
Decálogo
“não
matarás”.
Isso significa,
para os
crentes,
que
respeitar a
vida é
também
mandamento
expresso
pelo Senhor,
que respeitá-lo é adorá-l’O …».
Ora, continua o Senhor
Patriarca, a «vida
humana é
um
todo
inseparável,
desde a
fecundação
até à
morte
natural. [E]
o respeito
pela
vida e o
amor
fraterno incidem
em
todos os
momentos deste
processo»
Devemos
estar agradecidos ao Senhor D. José Policarpo
por mais
este contributo e
estímulo, aos Párocos
e
demais
fiéis,
que
certamente incentivará a
um esforço
redobrado, na
entrega generosa de
amor aos nossos
irmãos nascituros e
respectivas
mães,
para
que no dia de
Nossa Senhora de Lurdes o
povo português diga “Não”
à
anti-cultura
da
morte
e do
ódio.