Médicos Suecos propõem alteração legislativa


"A Associação Sueca de Ginecologistas apresentou ao governo a exigência de uma reforma legislativa que altere a actual denominação de feto utilizada nas primeiras semanas de gravidez. Este grupo profissional defende que, se se chamar criança ao feto, logo desde o início, se poderia evitar a prática de grande número de abortos. O documento publicado refere que o problema do aborto requer uma solução urgente e que a mulher sueca, por muito moderna que seja, deve compreender que não se trata de extrair um membro ou fragmento doente do seu corpo mas sim de uma criança que está em perigo e que é necessário salvar. Os médicos afirmam que, se os pais lessem nos folhetos clínicos e ouvissem nas consultas médicas a palavra criança, filho ou bebé, em vez de feto ou embrião, compreenderiam que o aborto consiste em suprimir uma criatura humana, o seu próprio filho.

Lars Jacobsen, presidente do Conselho de Ética Médica, manifestou já o seu apoio total a esta iniciativa e propôs que todos os fetos abortados passem a ser inscritos no Registo Civil."

(in Acção Médica, nº4, Ano LXI, Out/Nov/Dez 1997, pp.52)