| O SEU TESTEMUNHO PODE
SALVAR VIDAS! A sua
história pode ajudar a salvar bebés e evitar que outras mães sofram as consequências
do aborto.
Gostávamos de publicar nestas páginas
alguns testemunhos para mostrar a faceta dolorosa do aborto, tantas vezes esquecida ou
escondida.
Por favor, envie-nos uma mensagem por
correio electrónico:
juntospelavida@gmail.com
Os Olhos Azuis da
minha irmã
No último "Prós e Contras", a
eurodeputada Edite Estrela considerou que o aborto poderia ser legítimo,
caso a mãe descobrisse que a criança era portadora de trissomia 21.
Eu tenho uma irmã com olhos azuis. Chama-se Mónica, tem 22 anos e tirou o
curso profissional de Serviços Básicos de Hospitalidade.
Trabalha hoje numa pastelaria de Lisboa. Os olhos dela são lindos e ela é
educada, feminina, anda sempre perfumada...
A Mónica é a minha irmã e irmã de mais três. Gostamos muito dela e ela é
muito feliz. Dá unidade à família, está atenta sempre a todos e a cada um.
A sra. eurodeputada não tem os olhos azuis mas tem uns olhos tão bonitos
como os da Mónica. Tem os talentos e as virtudes de avó e de mãe. E tem
dificuldades; certamente também chora e se alegra, é mais uma das pessoas
deste nosso planeta que acorda todas as manhãs e lava os dentes.
De certeza que já viu um pobre na rua e lhe estendeu a mão direita (a
esquerda) ou as duas, ou olhou para uma prostituta e sentiu pena. De certeza
que já ajudou alguém em apuros.
Gostávamos que viesse a nossa casa, provasse os muffins que a Mónica faz e
visse o gosto com que ela põe a mesa. E descobrisse que esta menina de
olhos azuis tem... trissomia 21.
E ficaria bem contente por ela ter nascido. Tal como nós. Tal como qualquer
pessoa.
Jaime Bilbao
Destak - 03/11/2006
Trissomia 21 e
referendo ao aborto
O meu testemunho
Tanto para os que me conhecem melhor, e já sabem um pouco da minha vida,
como para os que não, passo a explicar... Tenho 36 anos e sou mãe de três
crianças. Uma de onze, outra de seis e a última de dois. A última nasceu com
Trissomia 21 (síndrome de Down - vulgo Mongolismo). Soubemos isso no ínicio
da gravidez, o que nos fez passar por determinadas situações dolorosas,
difíceis e muito "estranhas"....
Este tornou-se para mim num assunto "delicado" e incrível. Sempre fui leve
em relação ao assunto do aborto, até me ver na situação.
Como já disse, nós soubemos da deficiência da nossa filha Leonor às 16
semanas de gravidez. Foi um enorme choque, como devem
calcular...Imediatamente após a notícia, foi-nos IMEDIATAMENTE comunicado
pelo médico que poderíamos abortar e teríamos de decidir até às 24
semanas... Por lei eu podia "abortar".
De repente, sem mais nem menos, estava nas minhas mãos a vida de alguém...
No que quer que eu decidisse a lei apoiava-me, tal como a maioria da
sociedade... É desconcertante este sentimento...
Poder "anular" uma vida à vontade, sabendo que toda a gente me entende e
apoia (mesmo que não concorde). Tudo isto porque ela não é normal...; é
diferente, tem um atraso mental que nunca a vai deixar tirar um curso
superior, casar e ter filhos... Por estas razões eu posso matá-la. A
sociedade apoia, paga e assina por baixo!!!
Achámos (o Zeca e eu) que temos os filhos para ELES serem felizes (e não nós
- Pais - como muita gente acha). A felicidade é relativa e não passa
obrigatoriamente por cursos superiores nem casamentos. Além de que,
aprofundando o assunto, estas crianças mongolóides são tão mais
descomplicadas que naturalmente são felizes. Fiquei radiante quando me
apercebi e me consciencializei de que dos meus três filhos uma já ia ser
feliz...aos outros dois eu ainda tinha muito que os ajudar... E isso deu-me
imenso conforto!! A mongolóide era certamente a feliz!!! Que bom e
maravilhoso ter essa certeza! Quantos de vocês têm essa segurança em relação
aos vossos filhos ditos normais?
Bom, isto tudo para dizer que apesar de não desejarmos uma criança
deficiente, não querermos, não nada, nunca (apesar de neste caso a lei dizer
que sim) pensámos em matá-la! Além de matar, viver uma vida de família em
cima de uma morte seria muito duro para nós, e uma grande cobardia em
relação àquela criança na minha barriga que não pediu NADA. Com olhos em
bico ou não, mais lenta ou não, eu não posso matar a minha filha!!! NÃO
TENHO ESSE DIREITO, independentemente de haver quem ache que sim.
A minha vida vai mudar? Sim.
Vou estar enfiada em terapias? Sim.
O coração dela está bem? não sei.
Os outros orgãos? Não sei.
Ouvirá bem? não sei.
Verá bem? não sei.
Vocês sabem antes dos vossos filhos nascerem? Têm certezas?
A partir desse momento e desses meses, a história do aborto tornou-se tão
clara para mim que gostava que lessem para ver se concordam... Estou um
pouco cansada destes mail's todos muito técnicos (apesar de válidos), cheios
de leis e palavras difíceis, quando no fundo tudo se trata de RESPEITO À
VIDA. Se é das 10 semanas ou 12 ou 24. Se é despenalizar ou liberalizar, se
é psd, pp, ps, ou bloco, se, se, se...
A pergunta que nos vão fazer é, (esqueçam o que os a favor chamam "despenalização"
e os contra "liberalização"): Qualquer mulher (pobre ou rica, com ou sem
problemas) se não quer ter um filho pode matá-lo até às 10 semanas de idade?
Sim ou não?
Podem ou não?
Comecei a pensar: há tanta gente que tem pena destas mulheres... eu também
tenho... elas não queriam engravidar... não têm dinheiro... não têm casa...
são drogadas... têm 15 anos... Qual a solução? Matar o filho, claro!
É efectivamente uma solução, que tanta gente apoia e está pronta a pagar
essa morte do seu próprio bolso.
Lembrei-me depois, no seguimento deste raciocínio, que há outras mães nessas
condições... Lembram-se da mãe da Joaninha? Aquela mãe que matou a filha de
5 anos e que está presa? E que Portugal INTEIRO se revoltou contra ela? Mas
ela, coitada, também não tinha condições de ter a Joaninha... Perdeu o
emprego, não conseguia ajudá-la... e achou que para ela ter uma vida assim,
mais valia matá-la; no fundo era um acto de amor e proteger a sua filhota de
sofrer.... E dentro do mesmo contexto, achou bem. Matou-a. Provavelmente ela
não deu por nada, tal como os bébés na barriga, e acabou-se o problema.
São dois casos idênticos, mas vocês reagem de maneira diferente... É
engraçado... num revoltam-se... noutro, ainda estão a pensar nas pobres mães
que não os podem criar. QUAL É A DIFERENÇA???? A diferença é que vocês viram
a cara da Joaninha na TV, sentiram-se "atingidos e sensibilizados", e o bébé
de 10 semanas não o viram. É mais fácil matar quem não se conhece a cara. É
cobardia. O coração bate em ambas. Pensem bem... duas mães que matam os seus
filhos pela mesma razão. Exactamente.
Uma pode e deve ir para a cadeia... outra nem pensar... coitadinha. Além de
que isto tudo é secundário. A mãe, lamento, não está em causa no referendo,
ao contrário do que nos impigem. O que está em causa é o filho. Pode-se
matar ou não? É sobre ele que vamos decidir.
Há quem lhe chame "despenalização", eu (Bita) chamo MATAR.
Vocês consideram que a vida de um ser humano tem valor menor do que a
dignidade da mãe? Acaso assassinar um ser humano inocente e indefeso não
seria um crime maior do que o estrupo sofrido pela mãe?
O aborto não é um direito da mulher. Ninguém tem direito de decidir se um
ser humano vive ou não vive, mesmo que seja a mãe que o acolheu no seu
ventre. A mulher tem o direito de decidir se concebe ou não. Mas desde que
uma vida foi gerada no seu seio, é outro ser humano, em relação ao qual tem
particular obrigação de o proteger e defender.
Meus queridos amigos, gostava que quem ainda não pensou no assunto,
pensasse.
Vamos brevemente decidir sobre a ética do nosso País. Sobre se podemos ou
não abortar livremente até às 10 semanas. Segundo alguns, quase toda a
Europa já aborta, matando as suas crianças... só Portugal é que está
atrasado. Fico radiante por o nosso atraso ser bom em algumas situações. E
tal como fazemos com os nossos filhos, dos colegas da escola devemos copiar
os bons alunos e não os maus. Temos de saber o que devemos trazer de exemplo
da Europa e o que NÃO DEVEMOS copiar. Além de que muitos deles já estão
arrependidos das decisões tomadas, mas agora é tarde demais para voltar
atrás. Nós é que estamos SUPER
ATRASADOS!!!
Votem contra a morte.
Não se abstenham, é uma vergonha.
Na dúvida, escolham a VIDA!
Tenham tomates para dizer a vossa opinião em público.
E mais, acabou-se o modernismo de "eu sou contra, mas cada um sabe de si".
NÃO! Se é contra, explique e convença os outros. Abra-lhes a mente. Vocês
têm essa obrigação, de ajudar os indecisos, e quem não vê nem entende, a
entender.
E não metam isto nas mãos dos católicos. Este assunto da vida tem a ver com
Budistas, Católicos, Ateus, etc...é um assunto de ética moral da mais
simples... Desde que nascemos que aprendemos: - Não se mata. Matar é mau.
Chega de estar tudo no seu canto a opinar e os políticos a decidir se
matamos ou não os nossos filhos.
E vocês, Pais (homens) , mais do que ninguém, falem! Alguém vos perguntou se
podem matar os vossos filhos? Vocês nem têm voz. A mulher decide tudo
sozinha! (coitadinha)
Desculpem se me exalto na escrita, mas realmente acho que andamos todos a
brincar às leis e com a vida das pessoas...
B.B.
Eu era pai...
"Eu quero aqui dizer uma coisa. Há
três meses eu era pai e agora já não sou. Eu andava entusiasmado com a ideia mas a
minha namorada foi abortar o meu filho e nem me disse nada. Nós tínhamos uma relação muito
boa e agora acabou tudo."
J.D. Lisboa
Que sentido tem a vida?
"A minha mãe abortou antes de eu nascer e abortou outra vez depois de eu nascer. Eu
não sou católica nem nada disso mas desde que soube que a minha mãe abortou que eu me
pergunto qual é o significado da vida. Afinal porque morreram os meus irmãos e não eu?
Porque é que eu estou viva? Que sentido tem a vida?"
S.R. Amadora
Aquele aborto destruiu-me a vida
"Eu tenho um filho e abortei outro.
Desde aí a minha vida tem sido um inferno. Não há dia em que não pense nele e no que
ele poderia ter sido e como poderia estar hoje comigo. Divorciei-me depois do aborto.
Aquele aborto destruiu-me a vida."
M.H. (Lisboa)
Voto Não! (referendo de 28/6/98)
VOTO NÃO! ENGRAVIDEI AOS 40 ANOS EM
CIRCUNSTÂNCIAS BEM DIFÍCEIS. DECIDI PELO «SIM À VIDA». ASSUMI SOZINHA. TIVE APOIO DE
AMIGOS E FAMILIARES, MAS NÃO DO PAI. LUTEI EM TRIBUNAL PELOS DIREITOS QUE LHE ASSISTIAM,
INCLUINDO O DO RECONHECIMENTO DA PATERNIDADE POR PARTE DO PAI. VENCI.
HOJE TENHO UMA BELA RAPARIGA DE 12 ANOS.
AINDA NÃO CONHECE O PAI, PORQUE ELE NÃO QUER, MAS TEM PELO MENOS OS DIREITOS LEGAIS
ASSEGURADOS. É UMA MENINA SAUDÁVEL, BONITA, INTELIGENTE, FELIZ. NUNCA ME ARREPENDI! A
MINHA FILHA É UMA JÓIA. SÓ ME TEM DADO ALEGRIA. FOI SEM DÚVIDA A MELHOR COISA QUE ME ACONTECEU NA VIDA! VALEU A PENA!
DEIXO AQUI O MEU TESTEMUNHO, PORQUE PODERÁ ENCORAJAR OUTRAS MÃES EM
CIRCUNSTÂNCIAS TAMBÉM ADVERSAS.
DEIXO TAMBÉM A MINHA OPINIÃO:
NÃO SOMOS DONAS DA VIDA. O SER HUMANO QUE GERAMOS TRANSCENDE-NOS. DEVEMOS DAR-LHE A
OPORTUNIDADE DE VIVER. NUNCA PODEMOS SABER ANTES SE É BOM OU NÃO. QUANTAS VOLTAS A VIDA
NÃO DÁ!
O SER HUMANO COMEÇA QUANDO AS DUAS CÉLULAS MASCULINA E FEMININA SE JUNTAM. MESMO QUE
TENHA ACONTECIDO SEM O DESEJARMOS CONSCIENTEMENTE. A PARTIR DESSE MOMENTO, JÁ ESTÁ LÁ TUDO! A
PARTIR DAÍ, APENAS SE TRANSFORMA. MAS É SEMPRE O MESMO ATÉ AO DIA DA MORTE. E ESSE DIA NÃO DEVE SER
DETERMINADO POR NÓS!
M. T. C.
Pressão para abortar
Quando a minha mãe estava grávida do meu
irmão mais novo (que actualmente tem 17 anos) houve qualquer problema com o feto ao que
os médicos aconselharam a abortar, teve até que preencher uma declaração qualquer como
se responsabilizava pelas deficiências que o bebé poderia trazer ou com os problemas que
poderiam advir para a mãe.
O que é certo é que o parto correu
perfeitamente e hoje o meu irmão está perfeito e de perfeita saúde. Está no 12ºano,
é inteligente e tem uma vida em plenitude como a minha.
D. A. - Faro
Pressões...
Fiz umas radiografias aos pulmões com 3
semanas de gravidez sem saber que estava de bebé.
A obstetra que então me estava a seguir,
entrou em pânico, dizendo que o bebé poderia ser um monstro, não ter braços ou pernas,
para andarmos depressa "enquanto era tempo" e encaminhou-me para a
"I.V.G." sem sequer me perguntar se eu queria. Perante a minha recusa
persistente disse que eu iria arrepender-me mais tarde.
A minha filha nasceu óptima, saudável.
Escapou de ter sido abortada por mera probabilidades e suspeitas.
Maria T. - Lisboa
Eu fiz um aborto: o agonizante
"depois"
Eu fiz um aborto há 9 anos e meio atrás,
com 16 anos de idade. Fazer um aborto causou-me uma dor muito grande e fiquei para sempre
arrependida de não ter levado a criança ao seu termo...
O aborto propriamente dito foi
traumatizante sob o ponto de vista emocional. Na maternidade fui posta numa sala perto de
uma sala de partos onde ouvi uma mulher dar à luz. Quando estava a recuperar da
anestesia, sonhei que o médico podia voltar a colocar a criança dentro de mim e
gritei-lhe a pedir por favor que me devolvesse o meu bebé.
Não recebi aconselhamento posterior e
ninguém me perguntou pelos meus sentimentos. Deixei o hospital a sentir-me desorientada e
confusa.
Sofri enormemente no ano e meio posterior.
Toda a vez que via um bebé lembrava-me naquele que tinha perdido e tinha um intenso
sentimento de culpa.
Pouco depois do meu aborto vi fotografias
de um feto de 10 semanas na revista Life, e fiquei aterrada quanto ao que tinha feito.
Tive fantasias de ter fugido para o Hawai, quando estava grávida, para escapar à
pressão que tinha para abortar.
Quando me licenciei estive hospitalizada
durante alguns dias devido a uma cirurgia de pouca importância e vi uma rapariga de 15
anos que tinha acabado de dar à luz um bebé e o tinha entregue para adopção. Fiquei a
remoer, "Porque é que não tive o meu bebé?" e quase que tive um esgotamento.
Nessa altura contei a um Padre a minha
história e senti durante algum tempo alívio dos meus sentimentos de culpa. Depois disso
fiz um grande esforço por esquecer toda a experiência recorrendo a todos os meios que
pude, incluindo o abuso de drogas, para atenuar a minha dor.
O ano passado, quando fiquei grávida do
meu filho e o senti mover dentro de mim toda a experiência voltou a tornar-se presente.
Eu estava consciente de que estava a transportar outra pessoa dentro de mim e isso fez-me
realizar completamente que tinha permitido que um filho meu tivesse sido morto dentro do
meu corpo.
Comecei a ter pesadelos horríveis,
insónia, sentimentos de dor e culpa intensa, e terror pelo que tinha feito.
Fiquei clinicamente em depressão, e a
minha dor era de tal forma intensa que mal a podia suportar. A minha depressão piorou com
o nascimento do meu filho e tive de procurar ajuda psiquiátrica.
Holly - (traduzido do Inglês) |